Fernando Haddad afirmou que, se vencer a eleição para o governo de São Paulo, vai reavaliar contratos de concessão e privatização assinados na gestão de Tarcísio de Freitas. A proposta inclui acordos ligados à Sabesp, a linhas de trens da CPTM e a pedágios free flow.
O candidato do PT disse que pretende verificar as cláusulas, aplicar penalidades e, se não houver acordo, levar a discussão à Justiça. Em último caso, afirmou que poderá romper contratos. Para Haddad, parte dos acordos foi mal elaborada e precisa ser ajustada ao interesse público.
Ele também citou a situação financeira do Estado. Segundo o ex-ministro da Fazenda, seria necessário um trabalho de seis meses para recuperar as contas e liberar recursos para investimentos. Haddad afirmou que o tesouro estadual, recebido com superávit de R$ 23 bilhões pela atual gestão, hoje está na casa de R$ 5 bilhões, mesmo após a venda de ativos, incluindo a privatização da Sabesp.
O petista apontou contratos terceirizados, indenizações a concessionárias e privatizações recentes como três áreas prioritárias para recompor o caixa.
Segurança e caso Master
Na segurança pública, Haddad voltou a defender uma agência antifacção comandada pelo governador e formada com participação de órgãos estaduais e federais. Ele afirmou que a cooperação entre governos deve ser regra e disse que a estrutura terá funcionamento diferente da atual Força Integrada de Combate ao Crime Organizado (FICCO).
A proposta também prevê uso de tecnologia e inteligência artificial para registrar boletins de ocorrência por aplicativo e analisar informações em tempo real, orientando patrulhamento e investigação. “São Paulo está no tempo do telefone fixo, não está no tempo da modernidade”, declarou.
Sobre Daniel Vorcaro, ex-controlador do Banco Master, Haddad afirmou que não teve contato com o empresário e que ele não financiou sua campanha. O candidato associou Vorcaro a adversários políticos, citando o atual governador Tarcísio de Freitas e Jair Bolsonaro.
Haddad disse que sua equipe havia alertado sobre a gravidade do empresário, mas que ainda não conhecia a dimensão do problema. Ele também defendeu a divulgação integral dos sigilos relacionados às apurações do Master antes da eleição, em outubro. “Errou, se defende. Não conseguiu se defender, paga”, afirmou.
As declarações foram dadas nesta segunda-feira (14), durante sabatina no SPTV, da TV Globo.







