SÃO PAULO — Simone Tebet (MDB), candidata ao Senado por São Paulo, cobrou explicações de Guilherme Derrite (PP-SP) sobre investigações de lavagem de dinheiro e corrupção envolvendo policiais. Derrite comandou a Secretaria da Segurança Pública durante o governo de Tarcísio de Freitas (Republicanos-SP), entre 2023 e 2025.
As apurações do Ministério Público de São Paulo envolvem as polícias Militar e Civil. Tebet citou suspeitas de vínculos entre agentes e organizações criminosas como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV). Para ela, a passagem de Derrite pela secretaria é sua “grande fragilidade” na disputa pelas duas vagas ao Senado.
A candidata afirmou que a segurança pública é responsabilidade do governo estadual, mas concordou com Tarcísio sobre a atuação transnacional do crime organizado. Tebet defendeu a criação do Ministério da Segurança Pública e uma coordenação nacional sob comando do presidente da República, preservando a autonomia dos governadores. Segundo ela, PCC e CV atuam além dos limites dos estados e do país.
Equipe contesta associação
Em nota, a equipe de Derrite disse que Tebet distorceu os fatos. Segundo a manifestação, as corregedorias das corporações tiveram a autonomia ampliada e as suspeitas contra policiais foram investigadas com apoio de outros órgãos, sem proteção da administração.
A defesa também separou a gestão do ex-secretário dos fatos relacionados a José Augusto Coutinho, ex-comandante-geral da Polícia Militar. A equipe afirmou que a manifestação do Ministério Público trata de acontecimentos de 2020 e 2021, quando Coutinho chefiava a Rota, antes de Derrite assumir a secretaria. Ainda conforme a nota, o Ministério Público não apontou relação do coronel com organização criminosa.
A equipe informou que foram ampliadas as ações de inteligência financeira e de combate às facções. Também citou operações integradas com o Ministério Público e a Polícia Federal, a apreensão de 670 toneladas de drogas, a identificação de bilhões de reais em fluxos financeiros ilícitos e os menores índices históricos de homicídios, latrocínios e roubos em São Paulo.
Na pesquisa Quaest mencionada no texto, Derrite e Tebet apareceram tecnicamente empatados. Derrite teve 12% das intenções de voto, o mesmo percentual de Marina Silva (Rede), enquanto Tebet registrou 11%.







