O ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou Renan Santos (Missão) a participar do debate presidencial da TV Globo marcado para esta quinta-feira (1º). A decisão atende a um pedido do Solidariedade apresentado em uma reclamação que já tramitava no tribunal.
Renan ocupará a vaga aberta pela desistência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A determinação garante ao candidato as mesmas condições de tempo, perguntas e posição oferecidas aos demais participantes. A equipe dele também deverá ser credenciada.
A emissora poderá fazer adaptações na dinâmica do evento. Na decisão, Gilmar Mendes afirmou que a autonomia da Globo para definir os participantes não é absoluta e deve seguir critérios de imparcialidade, igualdade de oportunidades, pluralismo político e direito à informação.
Critério usado pela emissora
O ministro considerou que Renan atende ao critério estabelecido pela própria Globo para preencher a vaga. Na pesquisa Quaest de 28.9.2026, ele foi o candidato mais bem colocado entre aqueles sem participação obrigatória, com 3% das intenções de voto.
Gilmar Mendes também comparou a situação de Renan à de Romeu Zema. A inclusão de Zema no debate havia sido determinada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE), mas ele aparecia com 1% na mesma pesquisa.
“Na pesquisa Quaest de 28.9.2026 — justamente aquela eleita pela emissora para disciplinar a hipótese de desistência — Zema registrava 1% das intenções de voto, ao passo que Renan Santos alcançava 3%”, escreveu o ministro.
A decisão determina à Globo Comunicação e Participações S.A. que assegure a presença de Renan Antônio Ferreira dos Santos no debate presidencial realizado em 1º de outubro de 2026, na vaga deixada por Lula, além de autorizar o credenciamento da equipe do candidato.







