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Fumaça leva Manaus a suspender aulas e universidades presenciais
Foto: Agência De Fotografia/Estadão Conteúdo
Política

Fumaça leva Manaus a suspender aulas e universidades presenciais

Alerta apontou 196,4 µg/m³ de partículas finas; Amazonas teve 3.726 focos de calor em setembro.

A fumaça das queimadas levou Manaus a suspender as aulas da rede municipal e as atividades presenciais da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e da Universidade do Estado do Amazonas (UEA). A Defesa Civil emitiu um alerta na sexta-feira, 9, recomendando máscaras fora de casa e menor exposição à fumaça.

A concentração média de material particulado fino (MP2,5) chegou a 196,4 microgramas por metro cúbico (µg/m³). O poluente é prejudicial à saúde. A suspensão municipal também atingiu centros de atendimento especializados, os Centros Municipais de Arte-Educação (Cmaes) e o Parque Cidade da Criança.

A prefeitura informou que a decisão teve caráter preventivo e buscou preservar a saúde, a segurança e o bem-estar da comunidade escolar. Ufam e UEA disseram que interromperam as atividades presenciais para proteger a comunidade universitária diante das condições do ar.

Concentrações superiores a 125 µg/m³ são classificadas como “péssimas” pelo Sistema Eletrônico de Vigilância Ambiental (Selva), da UEA. Na zona central de Manaus, o monitor indicava qualidade “muito ruim”. Anori, Anamã, Tapauá e Beruri estavam entre as cidades com as piores médias de qualidade do ar no Brasil.

Focos de calor

O Amazonas registrou 3.726 focos de calor em setembro deste ano, contra 942 no mesmo período do ano passado, conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe). Em outubro, já eram 832 focos.

A estiagem foi agravada pela falta de chuvas em agosto. Segundo o Inpe, queimadas para limpar e renovar pastagens, junto da vegetação ressecada, ajudam o fogo a avançar para áreas de floresta.

Em junho, o governo do Amazonas decretou estado de emergência climática e ambiental por 180 dias. Em setembro, proibiu o uso do fogo em todo o território amazonense por 120 dias.

Na sexta-feira, o comandante do Corpo de Bombeiros Militar do Amazonas (CBMAM), coronel Orleilso Muniz, declarou que o Estado ainda não tinha recebido apoio federal para combater os incêndios florestais. O governo federal afirmou ter oferecido auxílio para a operação.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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