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Eduardo Braga disputa novo mandato no Senado pelo Amazonas em 2026
Foto: O senador Eduardo Braga durante pronunciamento Marcos Oliveira/Agência Senado
Política

Eduardo Braga disputa novo mandato no Senado pelo Amazonas em 2026

Senador tem mais de quatro décadas de carreira, foi governador do Amazonas e relatou a Reforma Tributária no Senado.

Eduardo Braga (MDB) tenta permanecer no Senado pelo Amazonas em 2026. Com mais de quatro décadas de carreira política, ele já ocupou cargos no Legislativo e no Executivo, além de ter comandado o Ministério de Minas e Energia durante o segundo mandato de Dilma Rousseff.

Carlos Eduardo de Souza Braga nasceu em 6 de dezembro de 1960, em Belém (PA), e se mudou para Manaus (AM) aos 3 anos. Formado em Engenharia Elétrica pela Universidade do Amazonas em 1981, iniciou a vida pública no mesmo ano, quando foi eleito vereador de Manaus pelo PDS. Em 1982, casou-se com Sandra, empresária e filiada ao MDB.

Braga foi eleito deputado estadual pelo Amazonas em 1986 e exerceu a liderança do governo na Assembleia Legislativa. Também atuou como relator-geral da Constituição do AM. Em 1990, já filiado ao PDC, conquistou uma vaga de deputado federal.

Prefeitura e governo do Amazonas

Em 1992, deixou a Câmara dos Deputados para concorrer à vice-prefeitura de Manaus na chapa de Amazonino Mendes. Braga assumiu a prefeitura depois que Amazonino renunciou para disputar o governo estadual em 1994.

A primeira eleição de Braga para governador ocorreu em 2002, no primeiro turno, com 52,37% dos votos. Ele foi reeleito em 2006, com 50,63%. Entre as iniciativas de sua gestão esteve o Bolsa Floresta, auxílio financeiro voltado a populações tradicionais e indígenas envolvidas na conservação de florestas, rios, lagos e igarapés.

Em 2010, Braga chegou ao Senado com 1.236.970 votos. No cargo, relatou a medida provisória que reduziu impostos sobre tablets fabricados no Brasil. A proposta foi aprovada pelo plenário em setembro de 2011. Entre 2012 e 2014, ele liderou o governo Dilma Rousseff no Congresso.

Em 2015, assumiu o Ministério de Minas e Energia. Deixou a pasta em abril de 2016, durante o processo de impeachment da presidente. Entre as pautas do período estava a ampliação da oferta de energia no Amazonas.

Atuação no Senado e investigações

De volta ao Senado em 2017, Braga manteve atuação em infraestrutura e desenvolvimento econômico regional. Em 2018, foi reeleito senador pelo Amazonas, com 60.206 votos. No mandato, apresentou propostas sociais, incluindo o Programa Gás para os Brasileiros, criado a partir do PL 2.350/2021.

Em 2023, assumiu a relatoria da Reforma Tributária no Senado. Braga conduziu a análise da PEC e também relatou a regulamentação do novo sistema de impostos sobre o consumo.

A trajetória inclui investigações arquivadas. Em 2013, ele foi investigado por suspeitas de fraude, peculato e formação de quadrilha em uma licitação realizada durante sua gestão como governador. O inquérito foi arquivado em 2014, após parecer da Procuradoria-Geral da República apontar ausência de indícios de participação.

Em 2018, o Supremo Tribunal Federal arquivou outro inquérito que envolvia Braga e Omar Aziz. O caso apurava suspeitas de pagamentos indevidos ligados à construção da ponte Rio Negro, em Manaus. O tribunal informou que não havia indícios suficientes de fato típico praticado pelos investigados.

Na declaração de bens, Braga informou R$ 47,8 milhões em 2018, aproximadamente R$ 54,1 milhões em 2022 e quase R$ 60,3 milhões ao registrar a candidatura neste ano. A nova disputa pelo Senado ocorre após mais de uma década de atuação na Casa e com sua imagem política ligada à Zona Franca de Manaus, à infraestrutura do Amazonas e a decisões econômicas nacionais.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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