Flávio Bolsonaro pediu a renúncia de Alexandre de Moraes ao cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal após a determinação de um mandado de prisão contra Eduardo Bolsonaro. O senador afirmou que a medida busca interferir no processo eleitoral e provocar reação entre os eleitores.
A declaração foi feita nesta quinta-feira (8), durante a live semanal de Flávio no YouTube. Eduardo está nos Estados Unidos e foi condenado a quatro anos e dois meses de prisão por coação no curso do processo.
Críticas à decisão
Flávio disse que a ordem não deve produzir efeito porque o irmão está protegido pela legislação americana. Para o senador, Moraes tomou a decisão para tumultuar o cenário eleitoral.
“Ele sabe que não vai dar em nada, porque o Eduardo está nos Estados Unidos”, declarou Flávio Bolsonaro.
O candidato do PL à Presidência também afirmou que parte dos eleitores já respondeu ao ministro nas urnas ao escolher uma maioria de direita para o Senado. A Casa é responsável por analisar pedidos de impeachment contra integrantes do Supremo Tribunal Federal.
Segundo Flávio, quase 50 senadores apoiam declaradamente pedidos de impeachment de ministros. Ele associou esse apoio ao que chamou de votos de revolta contra medidas atribuídas a Moraes.
“Se ele tivesse vergonha, já tinha pedido para sair, tinha renunciado”, disse o senador, que pediu ao ministro que deixe o cargo e responda na Justiça pelos atos.
Mobilização política
Ao final da transmissão, Flávio leu uma nota de Eduardo sobre a ordem de prisão. Também pediu que os eleitores não se abstenham no segundo turno e votem como forma de protesto.
O senador ainda convocou sua militância para entrar no grupo Tropa do Flávio, no WhatsApp. A iniciativa foi apresentada como reação ao canal Exército do Lula, criado e coordenado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).








