Guarulhos, Segunda-feira, 12 de outubro de 2026
Dólar R$ 4,99 · Euro R$ 5,58 · Ibovespa 209.067 -0,00% Guarulhos 17°C 17° / 26°
Denúncia pede investigação sobre tokens ligados a apoio a Flávio Bolsonaro
Política

Denúncia pede investigação sobre tokens ligados a apoio a Flávio Bolsonaro

Coligação de Lula levou o caso à Procuradoria-Geral Eleitoral; campanha de Flávio diz desconhecer o site e promete medidas judiciais.

A Coligação Brasil Pronto pra Mais apresentou à Procuradoria-Geral Eleitoral uma denúncia contra a distribuição de ativos virtuais em troca de propaganda política. O grupo, que apoia a reeleição de Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pediu a identificação dos responsáveis e a apuração de possíveis crimes eleitorais.

Entre as suspeitas está o uso de uma estrutura comercial para divulgação política ou aliciamento de eleitores, conduta prevista no Código Eleitoral. O caso envolve um site que oferece tokens a pessoas que compartilham mensagens favoráveis a Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência da República.

A campanha de Flávio afirmou desconhecer quem criou a página e disse que adotará medidas judiciais nas áreas eleitoral, cível e criminal para retirar o conteúdo do ar. O candidato também negou ter contratado perfis para divulgar materiais ou produtos de campanha.

Como funciona a iniciativa

A página afirma que a proposta combina o apoio ao voto 22 com a ajuda às Hyperkids para concluir uma casa em Kampala. O grupo é formado por crianças e adolescentes de Uganda que fazem danças para atrair a atenção na internet. O perfil tem quase 13 milhões de seguidores e divulga o projeto de criptomoedas.

Em um vídeo, as crianças dizem que existe “um novo token e o objetivo dele é ajudar o Brasil”. No fim da mensagem, são citados o deputado Nikolas Ferreira, Flávio Bolsonaro e Pablo Marçal, empresário que se juntou recentemente à campanha de Flávio.

O site declara que os tokens não dependem de voto, preferência eleitoral ou divulgação de propaganda. Também afirma que o projeto não é oficial, não tem apoio ou vínculo com políticos, partidos, candidaturas ou campanhas e não representa doação eleitoral.

Avaliação jurídica

O pesquisador Paulo Rená, do Instituto de Referência em Internet e Sociedade, vê possível ilegalidade na promessa de vantagem econômica ligada a uma campanha. Ele também questiona quem organiza a iniciativa e se a campanha tem conhecimento dela.

O Artigo 57-C da Lei das Eleições, de 30 de setembro de 1997, proíbe propaganda eleitoral paga na internet, com exceção do impulsionamento identificado e contratado por partidos, coligações, candidatos ou representantes.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5