BOA VISTA — O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) acusou o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), de tentar interferir politicamente nas eleições. A declaração ocorreu nesta quinta-feira (10), em Boa Vista, após a Polícia Federal deflagrar uma operação sobre suspeitas de desvio de emendas parlamentares para entidades ligadas à produtora do filme “Dark Horse”, sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
Flávio negou irregularidades na produção e afirmou que o longa não recebeu dinheiro público. “Não tem absolutamente nada de errado com esse filme. Não tem um centavo de dinheiro público”, disse.
A investigação apura o repasse de R$ 2 milhões pelo deputado federal Mario Frias (PL-RJ) a organizações ligadas à empresária Karina Gama, proprietária da Go Up Entertainment, responsável pelo filme. A Polícia Federal analisa se houve desvio dos recursos e a prática de peculato, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
A operação foi autorizada por Dino, relator no STF de investigações relacionadas ao uso de emendas parlamentares. Para Flávio, a medida tem motivação política e envolve a disputa eleitoral.
Críticas a Lula
Durante a agenda em Roraima, Flávio também disse estar convicto de que vencerá a eleição presidencial e derrotará o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O candidato afirmou que Lula teria abandonado a campanha e estaria contando com aliados no Supremo para vencer a disputa.
Flávio também prometeu reduzir entraves burocráticos para o desenvolvimento de Roraima caso seja eleito. Segundo ele, produtores e moradores enfrentam dificuldades por causa da atuação de órgãos federais nas áreas ambiental e indígena.
Na passagem pelo estado, o candidato pediu apoio a Hélio e Nicoletti ao Senado. Flávio disse que Roraima precisa ter “porta aberta em Brasília”.









