BOA VISTA — Flávio Bolsonaro criticou a operação da Polícia Federal que investiga emendas destinadas ao financiamento do filme “Dark Horse”. Em agenda de campanha, ele acusou o ministro Flávio Dino de usar a ação como interferência política nas eleições.
O senador questionou os fundamentos da operação e afirmou que a motivação estaria ligada ao fato de ter ultrapassado Luiz Inácio Lula da Silva nas pesquisas. “É uma interferência política mais uma vez, agora do ministro Flávio Dino sobre as eleições”, declarou.
Flávio Bolsonaro também disse estar tranquilo e negou o uso de recursos públicos na produção. “Não tem um centavo de dinheiro público”, afirmou. Ele acrescentou que não há irregularidades no filme e disse que as buscas não encontrariam problemas.
Durante a agenda em Roraima, o político afirmou que, caso seja eleito, indicará ao Supremo Tribunal Federal um ministro que conheça as demandas do Estado. Segundo ele, burocracias e perseguições ideológicas na área ambiental impedem o trabalho e o desenvolvimento local.
A operação, autorizada por Flávio Dino, cumpriu 49 mandados de busca e apreensão em três estados e no Distrito Federal. Entre os principais alvos estão o deputado federal Mário Frias e Karina Ferreira da Gama, dona da Go UP Entertainment Ltda., produtora do filme sobre Jair Bolsonaro.
A manifestação de Flávio Bolsonaro também mencionou que o próximo presidente terá poder para indicar ao STF ao menos quatro novos nomes ao longo do mandato.








