A família Bolsonaro foi retratada como um grupo político marcado pelo radicalismo, por conflitos internos e pela tentativa de manter influência nas eleições de outubro. A análise, publicada neste sábado, 26, compara o clã à família Trump e descreve uma mistura de celebridade, redes sociais e busca pelo poder.
Jair Bolsonaro aparece como líder e figura central. Flávio é apresentado como o filho escolhido para tentar preservar a dinastia política; Michelle, como uma figura amável e ligada à religião; Carlos, como o integrante mais ativo nas redes; e Eduardo, como o filho que mais se aproxima do pai no estilo político.
O ponto de partida é um vídeo de Michelle Bolsonaro, que teria exposto uma disputa antiga com Flávio. A publicação descreve a relação entre Michelle e os filhos políticos de Jair como fria, mas civilizada. Carlos, segundo o relato, não teria mais contato com a madrasta.
Cenários para a sucessão
Flávio é descrito como o filho mais normal da família, com perfil afável e sem discursos agressivos, segundo Hamilton Mourão. O texto também menciona sua tentativa frustrada de disputar a prefeitura do Rio em 2016 e afirma que ele ganhou confiança durante a campanha.
Caso vença, a avaliação é que a família poderia se consolidar como uma dinastia política. Entre os cenários apontados está a pressão por uma anistia para envolvidos na tentativa de golpe e condenados pelo 8 de Janeiro. Jair Bolsonaro poderia tentar voltar à disputa presidencial em 2030.
Uma derrota de Flávio, por outro lado, é apresentada como possível fim da Era Bolsonaro e abertura para uma direita mais moderada, representada por Tarcísio de Freitas. A avaliação também considera que o PT não tem um sucessor óbvio de Lula, o que poderia reduzir a polarização política daqui a quatro anos.
Os integrantes da família
Carlos Bolsonaro é descrito como conhecido por uma persona combativa na internet e como o “pit bull da família”. O texto relembra que Jair o lançou candidato à Câmara do Rio quando ele tinha 17 anos, em 2000.
Eduardo Bolsonaro é apresentado como um ideólogo ligado à família Trump e a outros grupos de direita. Morando no Texas desde 2025, ele é descrito como fora da sucessão e sob risco de prisão caso volte ao Brasil.
Michelle é apresentada como cristã devota e como uma das principais figuras de apoio a Jair durante o mandato presidencial. O relato menciona sua infância no Distrito Federal, incluindo o trabalho com venda de laranjas no semáforo aos 10 anos.
Jair Bolsonaro é descrito como um político de direita radical que foi considerado culpado de conspirar para permanecer ilegalmente no poder, em um plano que incluía o assassinato de Lula. A pandemia de covid-19 é apontada como um divisor de águas, com críticas à sua postura sobre tratamentos e vacinas.
A publicação também menciona Alexandre de Moraes, ministro do Supremo Tribunal Federal, e afirma que ele poderia, em uma reviravolta, contribuir para uma eventual liberdade de Jair Bolsonaro.
Flávio ainda é relacionado a uma suposta tentativa de obter dinheiro para financiar um filme sobre o pai. O projeto teria recebido ao menos 12,3 milhões de dólares de um empresário preso. Eduardo e Flávio não responderam aos pedidos de comentário; Carlos e Jair Renan Bolsonaro não foram localizados, e Michelle se recusou a comentar.








