O presidente do PT, Edinho Silva, afirmou que Luiz Inácio Lula da Silva foi prejudicado pela crise institucional do Supremo Tribunal Federal (STF) no primeiro turno da eleição presidencial. Para ele, o presidente acabou associado ao desgaste enfrentado pela instituição, mesmo após cobrar investigações e punições para os envolvidos nas denúncias.
Com 100% das urnas apuradas, Flávio Bolsonaro teve 56.104.503 votos, equivalentes a 47,03% dos votos válidos. Lula somou 53.879 538 votos, ou 45,16%. O petista recebeu 3.379.966 votos a menos que no primeiro turno de 2022.
“Ele acabou sofrendo e pagou o preço desse desgaste institucional”, declarou Edinho em entrevista à GloboNews.
Segundo turno
Edinho disse que a disputa marcada para o dia 25 será uma nova eleição, com confronto direto entre Lula e Flávio Bolsonaro. O presidente do PT afirmou que esse formato pode favorecer o petista e levar a uma virada.
O dirigente declarou confiança na campanha e disse que os eleitores poderão comparar os projetos apresentados pelos dois candidatos. Também afirmou que, desde a redemocratização, quem venceu o primeiro turno não perdeu na segunda rodada.
Edinho voltou a defender reformas no Judiciário e no sistema político. Segundo ele, Lula tem autoridade para conduzir essas mudanças porque já enfrentou a elite política brasileira e promoveu reformas anteriormente.
O presidente do PT também negou que o partido esteja tentando incluir o marqueteiro João Santana na equipe da campanha para o segundo turno. A estratégia, afirmou, será alterar a linha, o enfoque e a forma de diálogo com os eleitores, sem necessariamente trocar os nomes da equipe.
“A questão não é mudar nomes, é mudar linha, enfoque e forma de dialogar com o povo brasileiro”, disse Edinho.









