RIO DE JANEIRO — Douglas Ruas (PL) vai começar a convidar integrantes do futuro secretariado neste domingo (11), após o Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) confirmar sua vitória no primeiro turno. O governador eleito assumirá o cargo em 2027.
A confirmação ocorreu depois de uma retotalização dos votos determinada pela Justiça Eleitoral. O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) havia confirmado o indeferimento do registro de candidatura de Anthony Garotinho (Republicanos), o que tornou nulos os 274.411 votos recebidos por ele.
Novo cálculo dos votos
Com a atualização, Douglas Ruas passou de 49,7% para 50,88% dos votos válidos. Eduardo Paes (PSD), principal adversário do governador eleito, subiu de 42,76% para 44,16%.
A Constituição estabelece que a eleição para governador termina no primeiro turno quando um candidato obtém mais da metade dos votos válidos, sem contar brancos e nulos. O presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio de Melo Tavares, anunciou que Ruas alcançou a maioria absoluta necessária.
Prioridades anunciadas
Em declaração após a confirmação, Ruas disse que pretende revisar o orçamento estadual, que enfrenta déficit, aumentar o efetivo da Polícia Militar e entregar um hospital nos primeiros 100 dias de governo.
No sábado (10), ele participou de uma agenda de campanha de Flávio Bolsonaro (PL), que disputa o segundo turno da eleição presidencial contra o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em um encontro com mulheres, Ruas afirmou: “A mulher tem que estar presente na segurança, na educação, na saúde”.
O governador eleito também elogiou a vice, Fernanda Louback, e declarou que o futuro governo pretende criar políticas públicas de proteção, saúde e oportunidades para as mulheres.
O deputado federal reeleito Altineu Côrtes (PL-RJ), articulador da campanha de Ruas, disse que a experiência do governador eleito como policial civil será importante para a segurança pública. Citado como possível candidato à presidência da Câmara em 2027, Altineu afirmou que a prioridade do PL é conquistar o comando do Senado. As candidaturas, segundo ele, serão definidas em negociações conduzidas por Flávio Bolsonaro e Valdemar Costa Neto.








