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Flávio Dino manda recolher passaporte de Mário Frias
Foto: Deputado federal Mario Frias (PL-SP) Reprodução/Redes Sociais
Política

Flávio Dino manda recolher passaporte de Mário Frias

Deputado também foi proibido de deixar o país e de manter contato com outros investigados pela Polícia Federal.

O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou o recolhimento do passaporte do deputado federal Mário Frias (PL-SP) e proibiu que ele deixe o país. A decisão foi tomada nesta quinta-feira, no âmbito de uma investigação da Polícia Federal sobre suspeitas envolvendo emendas parlamentares destinadas ao Instituto Conhecer Brasil (ICB).

Frias também não poderá manter contato, direta ou indiretamente, com os demais investigados. Para Dino, as medidas buscam impedir possíveis interferências na apuração, como combinação de versões e ocultação ou destruição de provas.

A PF investiga o repasse de R$ 2 milhões em emendas de autoria de Frias ao ICB. Os recursos foram transferidos em 2024, por meio de dois termos de fomento. O instituto é presidido pela empresária Karina Ferreira da Gama, dona da Go Up Entertainment, produtora do filme Dark Horse, sobre a trajetória do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Suspeitas investigadas

Os investigadores apuram possíveis irregularidades em contratos pagos com os recursos. Entre os indícios estão contratações de empresas ligadas a pessoas próximas aos investigados e a elaboração posterior de contratos, orçamentos e outros documentos para dar aparência de legalidade às operações.

A investigação também verifica uma possível circulação de dinheiro entre o ICB, empresas contratadas e a Go Up Entertainment. A PF apura suspeitas de desvio de recursos, falsidade documental, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

A decisão de Dino registra ainda que a Ultra IP Tecnologia e Serviços, terceirizada pelo instituto, recebeu mais de R$ 8,5 milhões do ICB em um curto período. Depois, a empresa teria distribuído recursos a empresas e entidades ligadas ao núcleo investigado.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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