RIO DE JANEIRO — O candidato à Presidência da República pelo Avante, Augusto Cury, defendeu que todas as investigações envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) sejam realizadas, “doa a quem doer”. A declaração foi dada nesta segunda-feira (7), no Rio de Janeiro.
Cury falou com jornalistas depois de fazer um discurso em um carro de som na avenida Atlântica, em Copacabana. Durante o ato, ele enviou “um abraço” ao ministro André Mendonça.
O candidato afirmou que ninguém deve ser protegido durante as apurações. Para ele, se não houver comprovação de culpa, os investigados devem ser liberados. Caso a responsabilidade seja demonstrada, defendeu a condenação.
Na entrevista, o médico e escritor também disse que o STF precisa manter sua independência e ter transparência em todas as ações. Cury declarou que não estava escolhendo um ministro específico para defender.
Ele citou Mendonça e o presidente da Corte, Edson Fachin, ao dizer que deseja que os ministros tenham liberdade para investigar todos os indícios de corrupção.
Solidariedade a ministros
Questionado sobre a mensagem enviada a Mendonça, Cury explicou que manifestou solidariedade ao ministro e também a Fachin. O candidato afirmou ainda que o presidente do STF é leitor de seus livros.
A declaração foi apresentada após o discurso realizado em Copacabana. Cury manteve a defesa de que as investigações alcancem todos os envolvidos, sem distinção, e que as decisões sejam tomadas conforme a existência ou não de culpa comprovada.








