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Conselho do MPF rejeita investigação contra Gonet por 2 votos a 1
Política

Conselho do MPF rejeita investigação contra Gonet por 2 votos a 1

Relator também votou contra afastar o procurador-geral de processos do caso Master no STF; essa parte tem placar de 3 a 0.

O Conselho Superior do Ministério Público Federal (MPF) formou maioria contra a abertura de uma investigação sobre a atuação do procurador-geral da República, Paulo Gonet, no caso Banco Master. O placar está em 2 a 1 após o voto do subprocurador-geral Francisco Sanseverino, seguido pelo conselheiro Celso de Albuquerque. Janice Ascari foi contra.

O julgamento ainda não terminou. Os demais integrantes do colegiado precisam analisar o voto, que não produz uma decisão definitiva por enquanto.

Sanseverino também se posicionou contra os pedidos para afastar Gonet dos processos relacionados ao caso que tramitam no Supremo Tribunal Federal (STF). Nesse ponto, ele teve o apoio de mais dois conselheiros, e o placar ficou em 3 a 0. Para o relator, cabe ao próprio STF decidir sobre um eventual impedimento do procurador-geral.

Argumentos do relator

Sanseverino afirmou que não existem elementos mínimos indicando crime ou participação de Gonet. Ele também avaliou que a falta de mensagens trocadas diretamente entre o chefe da Procuradoria-Geral da República e Daniel Vorcaro, ex-dono do Banco Master, enfraquece a hipótese de uma amizade íntima entre os dois.

O subprocurador defendeu ainda a conduta de Gonet nas negociações de acordos de colaboração premiada apresentados pela defesa de Vorcaro. Conforme o voto, o procurador-geral analisou as propostas com o rigor exigido pelo cargo. As conversas com a PGR e a Polícia Federal não avançaram porque as informações entregues pelo banqueiro foram consideradas insuficientes.

A controvérsia começou depois que um relatório da Polícia Federal reuniu mensagens e outros elementos sobre a relação de Vorcaro com autoridades. O documento citou Gonet e Andrei Rodrigues, diretor-geral da PF.

Em 1º de setembro, Gonet solicitou ao STF o encerramento da investigação conduzida por André Mendonça sobre a relação entre Alexandre de Moraes e Vorcaro. O procurador-geral alegou que o ministro ultrapassou suas atribuições ao determinar o aprofundamento da apuração sem pedido do Ministério Público ou iniciativa da própria PF.

A Associação Nacional dos Delegados de Polícia Federal (ADPF) pediu que Gonet fosse considerado impedido de atuar na investigação. A entidade também contestou um procedimento aberto pela PGR para apurar a produção do relatório policial e defendeu os agentes responsáveis pelo documento.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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