A Casa Branca lançou na quinta-feira (3) um videogame que simula a captura e a deportação de imigrantes dos Estados Unidos. O jogo está disponível no site oficial do governo e usa gráficos retrô inspirados no clássico “jogo da cobrinha”.
No game, o jogador controla um personagem baseado em Tom Homan, conhecido como “czar da fronteira”. A missão é reunir o maior número possível de pessoas que atravessaram o rio Grande, na fronteira com o México, e deportá-las.
A iniciativa recebeu críticas de grupos de direitos humanos. Amérika García Grewal, codiretora da ONG Frontera Federation, sediada no Texas, afirmou: “Isso me dá nojo”. Ela também disse que o governo estaria tratando a vida das pessoas como uma brincadeira.
A Casa Branca defendeu o lançamento. Em comunicado, afirmou que o jogo reforça o contraste entre uma cultura “divertida” e “de sucesso” e a visão socialista sombria atribuída aos democratas para os Estados Unidos.
Outro jogo sobre a fronteira
Também foi publicado um game em que o jogador deve construir um muro na fronteira com o México. A proposta segue os princípios do Tetris e tem o título “Proteja a fronteira da horda que se aproxima”.
García Grewal criticou ainda o responsável pela criação dos jogos: “Quem o criou perdeu de vista o que significa ser humano e se importar com os outros”.
O DHS publicou recentemente um vídeo de imigrantes haitianos algemados durante uma deportação, depois que Washington revogou um status que permitia a permanência legal deles no país. O material foi considerado degradante e racista por opositores de Trump.
O departamento informou ter detido quase 51 mil imigrantes sem documentos em agosto. A comunicação da Casa Branca também usa o princípio do “trolling” nas redes sociais, com conteúdo provocador para gerar indignação e viralizar.








