Guarulhos, Domingo, 20 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 18°C 17° / 24°
AfD lidera pesquisa antes de eleições regionais na Alemanha
Política

AfD lidera pesquisa antes de eleições regionais na Alemanha

Votação em Berlim e Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental ocorre após avanço da extrema direita sobre os conservadores em Saxônia-Anhalt.

A Alternativa para a Alemanha (AfD) chega fortalecida às eleições regionais deste domingo (20), com liderança nas pesquisas em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental e possibilidade de bom desempenho em Berlim. As votações são um novo teste para o chanceler Friedrich Merz, 15 dias depois de a legenda superar a União Democrata Cristã (CDU) em Saxônia-Anhalt.

Na região do leste alemão, a AfD alcançou cerca de 44% dos votos, contra 17% da CDU. O resultado abalou Merz e abriu especulações sobre sua capacidade de completar o mandato de quatro anos à frente do governo alemão.

Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, a disputa principal envolve a AfD e o SPD, liderado pela ministra-presidente regional Manuela Schwesig. Pesquisa do INSA aponta a AfD com 37% das intenções de voto, seguida pelos social-democratas, com 35%. A CDU aparece com 7%, perto do limite mínimo de 5% para manter representação no Parlamento regional.

Uma votação abaixo desse patamar seria inédita para os conservadores e aumentaria a pressão sobre Merz. O chanceler convocou uma reunião da executiva da CDU para analisar os resultados logo após o pleito e cancelou sua participação na Assembleia Geral da ONU da próxima semana.

Em Berlim, a CDU, que governa a capital, disputa espaço com o Die Linke. O partido de esquerda radical é popular entre os jovens por propostas voltadas à crise habitacional. A AfD também pode ter um resultado expressivo, mas deve continuar fora do governo nas duas regiões por causa do chamado cordão sanitário mantido pelas demais principais forças políticas.

A situação ocorre em um momento de desgaste para Merz. O chanceler, de 70 anos, prometeu reativar a economia alemã, reforçar a defesa diante da Rússia e combater a imigração irregular. Hoje, a popularidade dele gira em torno de 10%, enquanto a coalizão com o SPD enfrenta disputas internas.

As eleições também são acompanhadas em outros países europeus. Espanha, Itália e França terão pleitos em 2027, enquanto partidos de extrema direita aparecem fortalecidos nas pesquisas. Ursula von der Leyen, presidente da Comissão Europeia, criticou na quarta-feira partidos “ultranacionalistas” e “antieuropeus”, que, segundo ela, ameaçam a coesão do bloco.

Para o cientista político Oliver Lembcke, da Universidade Ruhr de Bochum, derrotas eleitorais, baixa popularidade e dúvidas dentro do partido podem acelerar a perda de autoridade política. Em Berlim, a aposentada Manuela Schmidt, de 63 anos, disse: “Espero que aqui votem na AfD, porque a CDU governa há anos e não foi capaz de consertar as coisas”.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5