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Petróleo, ataques e política formam estratégia de Trump na América Latina
Foto: Reuters
Mundo

Petróleo, ataques e política formam estratégia de Trump na América Latina

Acordo na Venezuela amplia o controle dos EUA sobre reservas de petróleo enquanto ataques antidrogas seguem sem resultados claros.

Donald Trump ampliou a atuação dos Estados Unidos na América Latina com três frentes: controle sobre reservas de petróleo da Venezuela, ataques a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico e apoio a governos alinhados à direita.

O acordo anunciado no fim da semana passada dá aos EUA participação de 35% na Nabep (North American Blue Energy Partners), empresa do empresário venezuelano Alejandro Betancourt. Com isso, o governo americano terá controle direto de mais de 65 bilhões de barris das reservas venezuelanas, por meio da parceria com a companhia privada.

Sediada em Barbados, a Nabep produz cerca de 200 mil barris diários. A empresa planeja assumir US$ 5 bilhões (R$ 26 bilhões) em dívidas para elevar a produção a 1 milhão de barris nos próximos cinco anos.

Betancourt obteve contratos com os governos de Hugo Chávez e Nicolás Maduro para atuar no setor energético. Ele é investigado há anos na Suíça e na Espanha, mas nunca foi acusado formalmente. O empresário também é associado aos chamados “bolichicos”, grupo que enriqueceu pela proximidade com o regime venezuelano.

A Chevron, maior produtora de petróleo na Venezuela, informou que vai ampliar as operações no país. A Venezuela tem cerca de 300 bilhões de barris em reservas, contra 81 bilhões estimados nos EUA. A líder interina do regime de Caracas, Delcy Rodríguez, classificou o acordo como histórico e afirmou que ele envolve 17 campos de petróleo.

O secretário de Energia americano disse que a produção venezuelana cresce todos os meses, mas que uma redução expressiva nos preços do petróleo levaria alguns anos.

Ao mesmo tempo, Washington completou um ano de ataques a embarcações supostamente ligadas ao narcotráfico no Caribe e no Pacífico. Após cerca de dois meses de trégua, os bombardeios foram retomados no fim de agosto.

Os preços da cocaína seguem em patamares semelhantes aos anteriores aos ataques, e as apreensões nas fronteiras não diminuíram. Autoridades militares afirmam que traficantes estão mudando rotas e meios de transporte, inclusive por caminhos via Venezuela e Guiana até o Suriname.

A Wola afirma que algumas pessoas atingidas não tinham envolvimento conhecido com o narcotráfico. Outras estariam em níveis inferiores da cadeia, como tripulantes recrutados em comunidades costeiras pobres. Wells Dixon, advogado do CCR, declarou: “Não sabemos. Isso é parte do problema”.

Na frente política, Trump apoia candidatos e governos que empurram o hemisfério para a direita. A lista inclui Argentina, Colômbia, Chile, Equador, Bolívia, Paraguai, Peru e o regime tutelado da Venezuela. O Uruguai, hoje à esquerda, é apontado como a exceção entre os países citados.

O Brasil mantém uma relação mais complexa com Washington. A Casa Branca considera o PCC e o Comando Vermelho grupos terroristas. O país também tem minerais críticos que podem ajudar os EUA a contrabalançar a influência chinesa nesse mercado.

Ao mesmo tempo, o Brasil enfrenta tarifas americanas, uma crise diplomática sobre a aprovação do novo embaixador dos EUA em Brasília e ameaças de intervenção eleitoral. Trump afirmou manter uma “boa relação” com o país, mas não há indicação de que isso vá resultar em avanços nas negociações em andamento.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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