O estado de São Paulo tem 81 dos 645 municípios em situação de epidemia de dengue. O número representa 12,5% das cidades paulistas, conforme dados do Painel de Arboviroses da Secretaria Estadual da Saúde atualizados até 1º de setembro.
A classificação é usada pela Organização Mundial da Saúde e pelo Ministério da Saúde quando a incidência passa de 300 casos por 100 mil habitantes. O cálculo considera o número de novos registros, dividido pela população da área e multiplicado por 100 mil.
Até 1º de setembro de 2026, São Paulo contabilizou 58.271 casos confirmados e 41 mortes. O cenário é inferior ao registrado no mesmo período de 2025, quando foram contabilizados 855.132 casos e 1.112 óbitos. Em 2024, o estado teve 2 milhões de casos e 2.129 mortes.
A maior incidência está em São João do Pau D'Alho, no Departamento Regional de Saúde de Presidente Prudente. A prefeitura afirma manter ações permanentes de orientação e combate à dengue. As medidas de prevenção, conscientização e controle são realizadas pelos municípios por meio do Sistema Único de Saúde.
Situação na capital
A cidade de São Paulo registrou 9.805 casos, três mortes e incidência de 86,02 por 100 mil habitantes. O índice não alcança o nível epidêmico. Entre os distritos da capital, apenas Cidade Tiradentes, na zona leste, está nessa situação, com incidência de 393,1 por 100 mil habitantes.
Especialistas apontam que o El Niño pode aumentar os casos no país a partir deste mês. Sul e Sudeste são as regiões com maior risco de surtos. O governo paulista lançou o Plano Estadual de Preparação e Resposta em Saúde para o Fenômeno El Niño, associado no estado a temperaturas mais altas, chuvas irregulares e maior probabilidade de temporais, vendavais, alagamentos, enchentes e deslizamentos.
A combinação de chuva e calor favorece a proliferação do Aedes aegypti, transmissor da dengue, zika e chikungunya.
A vacinação com a Butantan-DV continua temporariamente suspensa após casos graves de reações adversas. Adolescentes de 10 a 14 anos podem receber a Qdenga, da Takeda, em duas doses com intervalo de três meses. As vacinas estão disponíveis nas Unidades Básicas de Saúde.








