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Mulheres ganham espaço, mas ainda são invisibilizadas na cadeia do café
Foto: Reprodução/Pexels
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Mulheres ganham espaço, mas ainda são invisibilizadas na cadeia do café

Ju Morgado destaca a atuação feminina da produção à xícara e defende mais reconhecimento para as profissionais do setor.

O Dia Internacional do Café, celebrado nesta quinta-feira (1º/10), coloca em foco a participação das mulheres em todas as etapas da cadeia produtiva, da produção do grão ao serviço nas cafeterias.

A barista, instrutora de treinamento e consultora Ju Morgado afirma que a presença feminina ainda é pouco percebida, principalmente em fazendas e sítios, ambientes que, segundo ela, são muito dominados pelos homens. Morgado é associada da International Womens Coffee Association (IWCA) e da Associação Brasileira de Classificadores e Degustadores do Café (ABCD).

Mesmo quando uma mulher é responsável por uma fazenda, ela pode acabar vendendo o café no nome do marido, dependendo do destino da negociação. Ju também relata ter ouvido casos de produtoras às quais compradores disseram: “não, só compro do seu marido”.

Reconhecimento e representatividade

Para a profissional, a mudança no mercado passa pelo reconhecimento do conhecimento feminino sobre o café. Ela cita o Projeto Florada, concurso nacional de qualidade exclusivo para mulheres produtoras, como um estímulo à visibilidade dessas profissionais.

“Representatividade diz muito”, afirma Ju. Para ela, quando uma mulher conquista espaço e reconhecimento, outras se sentem incentivadas a avançar. O trabalho da consultora é desenvolvido no Distrito Federal, chamado por ela de Quadradinho.

A atuação feminina também aparece em diferentes funções: produtora, mestre de torra, barista, consultora e professora. Morgado diz que não existe um único caminho para entrar no setor. O mais importante, segundo ela, é definir a área de interesse e manter dedicação e engajamento.

Ela afirma que uma mulher pode viver na cidade e decidir começar uma fazenda de café, desde que tenha vontade e dedicação. Para Ju, o cuidado em cada função impacta as etapas seguintes: o atendimento da barista melhora o dia do cliente, enquanto o trabalho estudado e cuidadoso da mestre de torra contribui para um insumo de qualidade nas cafeterias.

Compromisso e consistência são apontados por Morgado como essenciais para o trabalho no setor.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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