Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Ventos podem ter levado ilha flutuante a 30 quilômetros no Canadá
Foto: Rocky Avery/Facebook
Mundo

Ventos podem ter levado ilha flutuante a 30 quilômetros no Canadá

Formação coberta por árvores sumiu das imagens de satélite e foi localizada novamente no lago de Williston, na Colúmbia Britânica.

LAGO DE WILLISTON, CANADÁ — A ilha flutuante que intrigou moradores e especialistas no lago de Williston foi localizada novamente depois de desaparecer das imagens de satélite. A formação, coberta por árvores densas e aparentemente saudáveis, encalhou na entrada norte do braço de Ospika, a cerca de 30 quilômetros do ponto onde havia sido vista antes.

Uma imagem de 21 de julho mostrou a ilha aproximadamente 100 quilômetros a oeste da barragem W.A.C. Bennett. A B.C. Hydro, empresa responsável pela barragem e pelo reservatório, estimou que a estrutura tinha cerca de 70 por 140 metros, ou aproximadamente 9.800 metros quadrados.

Em 5 de agosto, a formação não aparecia mais nas imagens. Naquele momento, não era possível saber se ela havia afundado ou se tinha alcançado uma área protegida próxima à margem. No fim de agosto, a empresa confirmou a nova localização.

A hipótese apresentada pelo porta-voz Bob Gammer é que o vento tenha empurrado a massa pela água. A correnteza, nesse trecho do reservatório, se move muito lentamente em direção à barragem. Finlay Farquhar, morador do Reino Unido ligado à engenharia de rádio, também acompanhou o deslocamento usando ferramentas públicas de imagens de satélite.

A origem da ilha ainda não foi determinada. Uma possibilidade é que restos de árvores e outros materiais tenham se acumulado durante anos em uma área protegida, formando uma base para o crescimento da vegetação. O aumento do nível da água pode ter desprendido essa estrutura.

O reservatório atingiu sua capacidade máxima pela primeira vez em 14 anos, após um inverno com muita neve e um verão chuvoso. A B.C. Hydro abriu os vertedouros em junho e julho. Para o geólogo John Clague, da Universidade Simon Fraser, a erosão deixou trechos das margens mais instáveis, enquanto os ventos fortes podem gerar ondas e afetar árvores próximas à costa.

A empresa inicialmente teve dúvidas sobre as imagens, mas os satélites confirmaram a existência da formação. Rocky Avery, morador da região, compartilhou registros feitos por um navegador e disse à CBC que nunca tinha visto algo semelhante em 40 anos vivendo no Canadá.

A B.C. Hydro informou que continua monitorando imagens de satélite e possíveis avisos da população. Gammer recomendou que curiosos se aproximem apenas de barco, tirem fotos ou usem drones, sem tentar pisar na ilha.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5