O governo dos Estados Unidos avalia endurecer as regras para autoridades cubanas que viajam a Nova York para atividades na ONU. A medida pode atingir representantes que pretendem retornar no mês que vem para a votação anual sobre o embargo econômico americano contra Cuba.
Uma delegação numerosa de Cuba foi autorizada a participar da semana de alto nível da Assembleia Geral da ONU. Agora, o Departamento de Estado considera aplicar controles rígidos sobre os integrantes que planejam voltar para a votação. Autoridades americanas confirmaram a avaliação, mas disseram que os detalhes ainda não foram finalizados.
Críticas de Cuba
O chanceler cubano, Bruno Rodríguez, afirmou que as negociações entre Havana e Washington estão paradas. Ele também criticou o bloqueio do petróleo imposto pelos Estados Unidos em janeiro e disse que a medida equivale a um bloqueio naval.
Segundo Rodríguez, não há reuniões programadas com autoridades americanas neste momento. Cuba, porém, continua disposta a manter canais de contato abertos. O chanceler disse que conversas anteriores foram respeitosas, mas classificou decisões e declarações posteriores de Washington como extremamente agressivas.
Rodríguez afirmou que a interrupção do abastecimento de combustível contribuiu para apagões em larga escala. De acordo com ele, a rede elétrica cubana entrou em colapso ao menos seis vezes desde o início do bloqueio energético. Os problemas afetaram atividades como cozinhar, o abastecimento de água e os serviços de internet e telefonia.
As medidas americanas também incluem novas penalidades econômicas e a ampliação de regras que impedem cidadãos dos Estados Unidos que visitam Cuba de fazer negócios com empresas estatais ou ligadas ao governo cubano.
Rodríguez e outros integrantes do governo cubano pretendem voltar a Nova York no mês que vem. A votação anual da Assembleia Geral historicamente condena o embargo por margens expressivas.
Cuba já enfrenta restrições de deslocamento nos Estados Unidos por ter sido designada pelo governo americano como patrocinadora estatal do terrorismo. A circulação fica limitada a um raio de cerca de 40 km da sede da ONU em Manhattan.









