A Colômbia anunciou nesta quinta-feira (24) o rompimento das relações diplomáticas com o Irã. A decisão, que passou a valer em 19 de setembro, foi justificada pelo governo colombiano por motivos de segurança e por supostos vínculos do governo iraniano com grupos narcoterroristas.
A ruptura não encerra as relações consulares entre os dois países. Em comunicado oficial, a chancelaria colombiana afirmou ter considerado possíveis ligações do Irã com grupos terroristas internacionais e outros grupos narcoterroristas que ameaçariam a segurança da Colômbia. O governo não informou quais grupos estariam envolvidos.
Guarda Revolucionária
Em outro comunicado, a Colômbia declarou a Guarda Revolucionária do Irã (IRGC) como grupo terrorista. O governo afirmou que a organização reprime a população iraniana e realiza ataques em operações encobertas fora do país. Também informou que vai reforçar medidas de controle para impedir a entrada de integrantes do grupo em território colombiano.
A justificativa ainda incluiu alegadas violações comprovadas de direitos humanos cometidas pelo governo iraniano dentro do país. O comunicado citou ataques contra países que não fazem parte do conflito no Oriente Médio, o bloqueio do Estreito de Ormuz e a obstrução às atividades da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA).
O governo do presidente Abelardo de la Espriella apresentou o rompimento como parte de uma nova orientação da política externa. O comunicado também mencionou que ele recebeu apoio do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante a campanha.
Colômbia e Irã mantinham relações diplomáticas desde 1975. Segundo a chancelaria colombiana, a embaixada da Colômbia em Nova Délhi ficará responsável pelos assuntos diplomáticos e consulares relacionados ao Irã.
O Peru, governado pela presidente Keiko Fujimori, também rompeu recentemente relações com o Irã. O governo peruano afirmou que a atuação iraniana ameaça a estabilidade no Oriente Médio e prejudica a paz e a segurança internacionais.









