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Defesa pede absolvição de mãe acusada de matar três filhos nos EUA
Foto: Lindsay Clancy no fechamento do juri GREG DERR/POOL/AFP
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Defesa pede absolvição de mãe acusada de matar três filhos nos EUA

Lindsay Clancy teve o julgamento anulado após o júri não chegar a uma decisão unânime; juiz avaliará pedido da defesa.

O advogado de Lindsay Clancy pediu nesta terça-feira (29) que a cliente seja absolvida após o júri não chegar a um veredito no julgamento pela morte dos três filhos, nos Estados Unidos. O juiz William Sullivan adiou a audiência até 2 de novembro e poderá definir uma nova data para o processo, dependendo da decisão sobre o pedido da defesa.

Clancy, de 36 anos, admitiu durante o julgamento ter estrangulado Cora, de cinco anos; Dawson, de três; e Callan, de oito meses. A defesa sustentou que ela sofria de psicose pós-parto e, por isso, não deveria ser responsabilizada criminalmente.

Mudança na estratégia da defesa

Durante a audiência em um tribunal de Massachusetts, o advogado Kevin Reddington questionou a existência de provas contra Clancy e também colocou em dúvida as declarações da própria cliente sobre as mortes. “Todo este caso se baseia em conjecturas”, disse.

A promotora Jennifer Sprague rejeitou a alegação e classificou o argumento como “ridículo”. O júri, formado por nove mulheres e três homens, não conseguiu chegar a uma decisão unânime em 4 de setembro, como exige a lei americana em processos penais. Com isso, o julgamento foi anulado.

Dos 12 jurados, 11 foram favoráveis a declarar Clancy não culpada por motivo de insanidade mental. Uma jurada discordou e afirmou publicamente que considera a ré culpada. O juiz também avaliará um pedido da defesa para divulgar informações adicionais sobre as deliberações, que duraram sete dias.

Mais de 80 testemunhas depuseram no julgamento, que provocou um debate nos Estados Unidos sobre a saúde mental materna. O presidente Donald Trump chamou o caso de “tragédia horrível” e disse acreditar que haverá outro julgamento.

Clancy está internada em uma instituição psiquiátrica. Ela se declarou inocente por motivo de insanidade mental e afirmou ter ouvido uma voz ordenando que matasse os filhos. Segundo especialistas médicos citados pela defesa, a psicose pós-parto afeta entre uma e duas mulheres a cada 1.000 partos.

Os promotores afirmam que Clancy planejou os assassinatos e conseguia compreender as consequências de seus atos. Após as mortes, em Massachusetts, em janeiro de 2023, ela cortou o pescoço e os pulsos e pulou de uma janela do segundo andar. Clancy ficou paralisada da cintura para baixo e passou a usar cadeira de rodas.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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