ZAPORIZHZHIA — Pelo menos 15 pessoas morreram neste sábado (10) em ataques russos contra Zaporizhzhia, no sul da Ucrânia. Entre as vítimas estão três crianças. A polícia informou que cinco bombas atingiram bairros residenciais, e duas delas acertaram edifícios.
Daniil Pishkin, voluntário de uma equipe de resgate, disse que encontrou pessoas sob os escombros em um dos locais atingidos. Uma mulher, o marido e uma criança estavam entre as vítimas. Duas pessoas foram retiradas dos destroços, mas uma menina morreu.
Irina, de 69 anos, moradora de um dos prédios, contou que conseguiu chegar ao banheiro após os avisos de bombardeio. Um casal de vizinhos, ambos com 75 anos, morreu ao tentar deixar o local. Eles foram projetados para a rua e não resistiram até o hospital.
Impactos em Kiev
A capital ucraniana registrou cortes de eletricidade em larga escala, segundo a DTEK, principal empresa privada de energia do país. O prefeito Vitali Klitschko informou que um restaurante foi atingido. Explosões também foram ouvidas durante o dia.
Os ataques ocorrem enquanto as negociações diplomáticas mediadas pelos Estados Unidos não apresentam resultado concreto. Na sexta-feira (9), Donald Trump e Vladimir Putin conversaram por telefone. Depois, Trump anunciou que a Rússia forneceria mais de 300.000 toneladas de diesel aos mercados americano e mundial, além de outras 500.000 toneladas em novembro.
O presidente ucraniano, Volodimir Zelensky, chamou o acordo de indigno e pediu sua reversão. A Alemanha afirmou que continua trabalhando com a União Europeia para impor novas sanções à Rússia. Kaja Kallas, chefe da diplomacia do bloco, disse que não é o momento de reduzir a pressão sobre Moscou.
O porta-voz do Kremlin, Dmitri Peskov, afirmou que Putin se mostrou receptivo a algumas propostas americanas para uma desescalada na Ucrânia. Em Miami, Steve Witkoff conversou com representantes ucranianos sobre energia, exportação de grãos e garantias de segurança.
A Rússia insiste em controlar toda a região do Donbass, no leste da Ucrânia. Zelensky rejeita a entrega de território.






