ZAPORIZHZHIA — Equipes de resgate continuam vasculhando os escombros de prédios em busca de sobreviventes após ataques russos contra bairros residenciais da cidade, no sul da Ucrânia. Pelo menos 11 civis morreram neste sábado (10), incluindo três crianças.
O comandante da administração militar regional, Mikhailo Semikin, afirmou que o número de vítimas ainda poderia aumentar. “Até o momento, 11 civis morreram. Entre eles há três crianças”, disse.
A polícia informou que a Rússia lançou cinco bombas contra a cidade. Duas atingiram edifícios residenciais. Zaporizhzhia fica a dezenas de quilômetros da linha de frente.
Pessoas retiradas dos escombros
O voluntário Daniil Pishkin chegou a um dos locais atingidos com uma equipe de resgate. Segundo ele, uma mulher, o marido e uma criança foram encontrados sob os destroços. Duas pessoas foram retiradas, mas uma menina pequena morreu.
Irina, de 69 anos, moradora de um dos prédios atingidos, contou que só conseguiu correr para o banheiro depois dos avisos de bombardeio. Um casal de amigos que vivia no local também morreu. Eles tinham 75 anos e foram projetados para a rua antes de morrerem a caminho do hospital.
Negociações e fornecimento de diesel
Os ataques ocorreram enquanto Estados Unidos e Rússia discutem possíveis medidas para reduzir o conflito. Na sexta-feira (9), Donald Trump e Vladimir Putin conversaram por telefone. Depois, Trump anunciou que Moscou forneceria mais de 300.000 toneladas de diesel aos mercados americano e mundial, além de outras 500.000 toneladas em novembro.
Volodimir Zelensky chamou o acordo de “indigno”. A Alemanha disse que continua trabalhando com a União Europeia para impor novas sanções contra Moscou.
O negociador americano Steve Witkoff também conversou em Miami com representantes ucranianos sobre energia, exportação de grãos e garantias de segurança. As negociações incluíram Jared Kushner, funcionários do Conselho de Segurança Nacional e do Departamento do Tesouro, além de representantes europeus e da Otan.
As tentativas de acordo enfrentam as exigências territoriais russas no Donbass. Zelensky se recusa a entregar território.







