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Voo longo pode deixar pernas rígidas e afetar treino após o desembarque
Esportes

Voo longo pode deixar pernas rígidas e afetar treino após o desembarque

Ficar horas sentado reduz o movimento das pernas; caminhar e mudar de posição ajudam na transição para a atividade física.

Depois de horas sentado em um voo, é comum desembarcar com rigidez, pés ou tornozelos inchados e dificuldade para dar os primeiros passos. A posição prolongada reduz o trabalho dos músculos das pernas, especialmente da panturrilha, que ajuda a movimentar o sangue pelas veias quando caminhamos.

Durante a viagem, os joelhos ficam flexionados, os pés ocupam pouco espaço e os tornozelos quase não se movimentam. Segundo o CDC, essa imobilidade favorece a estase venosa, que é a redução do fluxo de sangue nas veias das pernas. O risco de um evento grave continua baixo para a população geral, mas pode aumentar quando existem outros fatores de risco.

Inchaço, rigidez e sinais de alerta

O inchaço leve e temporário pode ocorrer porque o líquido se acumula nas partes inferiores do corpo após muito tempo na mesma posição. Isso não significa automaticamente que exista uma trombose. Porém, inchaço novo acompanhado de dor, calor ou vermelhidão em uma perna merece avaliação médica.

A trombose venosa profunda também pode causar dor ou sensibilidade sem explicação, aumento da temperatura e alteração da cor da pele em uma perna ou braço. Cerca de metade das pessoas com TVP pode não apresentar sintomas. Falta de ar súbita e importante, dor no peito, tosse com sangue, tontura ou desmaio exigem atendimento médico imediato, de acordo com o CDC.

A rigidez, por outro lado, pode ser apenas resultado do quadril, dos joelhos e dos tornozelos mantidos por muito tempo em posições pouco variadas. Levantar e caminhar faz os músculos voltarem a se contrair, movimenta as articulações e muda a posição do corpo.

O impacto para quem vai treinar

O atleta também passa pelo período prolongado sentado durante o deslocamento até uma competição. Além da viagem, o planejamento pode envolver sono interrompido, mudança de horário, alimentação diferente, pouca movimentação, tempo em aeroportos e estresse do deslocamento.

Por isso, o primeiro treino após a chegada pode não ser igual ao de um dia normal. Isso não significa perda de condicionamento, mas uma mudança nas condições do corpo. Uma pessoa que está apenas um pouco rígida pode fazer uma atividade leve e retomar o movimento gradualmente. Já quem apresenta fadiga importante, tontura, mal-estar ou sintomas incomuns deve evitar insistir em um treino intenso.

O CDC recomenda levantar ou caminhar ocasionalmente em viagens longas e fazer movimentos das pernas enquanto estiver sentado. Não é necessário transformar a cabine em uma academia: movimentar os tornozelos, levantar os calcanhares, contrair e relaxar as pernas, estender os membros quando houver espaço e caminhar pelo corredor quando for seguro são medidas voltadas a interromper a imobilidade.

A Organização Mundial da Saúde considera caminhada, deslocamento e outras formas de movimento como atividade física. Assim, caminhar pelo aeroporto também coloca as pernas em movimento, mesmo sem ser um treino formal.

Cuidados antes e depois da viagem

O Ministério da Saúde recomenda hidratação durante viagens de avião e orienta evitar permanecer mais de duas horas parado na mesma posição. Beber água, porém, não substitui movimentar as pernas.

Meias de compressão graduada podem reduzir casos de trombose venosa profunda assintomática em determinados viajantes, segundo o CDC Yellow Book. A indicação depende do perfil de risco. Pessoas com histórico anterior de trombose, idade mais avançada, cirurgia ou lesão recente, gravidez e período pós-parto, uso de medicamentos com estrogênio, alguns tipos de câncer, determinados distúrbios de coagulação, mobilidade limitada ou algumas doenças crônicas devem conversar com um profissional de saúde antes de uma viagem longa.

A recomendação geral é observar como o corpo reage. Caminhar um pouco após a chegada pode ajudar quem está bem e sente apenas rigidez. Não é preciso compensar o tempo sentado com um treino pesado. Se houver cansaço, uma sessão mais leve pode ser adequada; se aparecerem sintomas incomuns, é importante procurar avaliação.

O mesmo princípio vale para carro, ônibus e trem. O CDC considera viagens de mais de quatro horas em diferentes meios de transporte situações em que pode existir risco aumentado de trombose associado à imobilidade. O ponto central não é o avião, mas passar muitas horas praticamente sem mudar de posição.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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