Uma viagem pode fazer você caminhar muito mais do que em um dia comum, mesmo sem treino formal. Visitar museus, atravessar praças, procurar restaurantes, explorar lojas e voltar ao hotel são deslocamentos que acumulam movimento ao longo do dia.
A diferença está entre exercício e atividade física. Para a Organização Mundial da Saúde (OMS), caminhar, andar de bicicleta, usar deslocamentos como parte da rotina, fazer tarefas domésticas e se movimentar durante o lazer também são formas de atividade física. Trocar tempo sentado por movimento, mesmo de baixa intensidade, traz benefícios à saúde.
A rotina muda durante a viagem
No trabalho, carro, ônibus, metrô ou aplicativo podem levar a pessoa praticamente de porta em porta. Nas férias, o hotel pode ficar a algumas quadras do restaurante, a estação pode estar distante da atração e o visitante pode escolher caminhar até outro bairro.
Cada trecho parece pequeno, mas a soma pode ser significativa. A pessoa também passa mais tempo em pé, percorre corredores, entra e sai de veículos, sobe escadas, espera em filas e carrega pequenas compras.
Esse conjunto de movimentos está relacionado ao NEAT, sigla em inglês para termogênese relacionada às atividades que não são exercício estruturado. O conceito inclui a energia usada em ações como caminhar, ficar em pé e realizar tarefas do cotidiano.
Caminhada não substitui tudo
A OMS recomenda que adultos façam entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada, ou uma quantidade equivalente de atividade vigorosa, além de fortalecimento muscular em pelo menos dois dias por semana.
As caminhadas das férias podem contribuir para esse volume, mas a intensidade e a duração variam. Por isso, andar bastante durante uma viagem não substitui automaticamente todas as formas de exercício.
O cansaço no fim do dia pode ser apenas uma resposta ao aumento do movimento, principalmente para quem passa muitas horas sentado. Ainda assim, descanso também faz parte da viagem. Não é necessário transformar o passeio em uma competição de passos.
Caminhar quando o destino estiver próximo, usar escadas quando fizer sentido e explorar regiões a pé são maneiras naturais de aumentar a atividade física. O objetivo é aproveitar as oportunidades do roteiro, sem transformar as férias em treinamento.









