Desenvolvedores ligados à franquia College Football, da EA Sports, temem que a série deixe de existir antes do fim da década. Fontes envolvidas direta ou indiretamente nos jogos afirmam que a produção ficou mais cara, enquanto as vendas caíram gradualmente a cada lançamento desde a estreia de 2024.
Os custos com atletas também aumentaram. Em 2024, a EA pagou 600 dólares a cada jogador incluído no jogo, em um total de cerca de 7 milhões. Atualmente, os direitos de nome, imagem e semelhança custam 1.500 dólares por atleta. Com isso, a empresa gastou cerca de 20 milhões com os jogadores de seu título mais recente.
Além desses pagamentos, a EA desembolsa valores para licenciar jogos de bowl, universidades e outros elementos usados na série. Dezenas de milhões de dólares são destinados apenas a esses direitos, sem incluir os custos de desenvolvimento.
Microtransações geram preocupação
A empresa tentou aumentar a receita em áreas como os modos single-player. A decisão provocou reação negativa de jogadores, que disseram estar sendo pressionados a pagar para acessar o conteúdo com eficiência. A EA recuou, mas indicou que pretende reformular essas opções e levá-las de volta a versões futuras.
Uma fonte afirmou que as microtransações devem retornar aos futuros jogos single-player e avaliou que isso pode afastar jogadores em um momento em que a série tenta crescer.
“Não somos FC. Não somos Madden. Não ganhamos tanto dinheiro quanto eles, e todo mundo sabe disso”, disse uma fonte. Outra preocupação citada é a possibilidade de a EA se concentrar em poucas franquias e abandonar as demais.
Nem todas as fontes consultadas compartilham desse temor. Algumas consideram que a marca tem um futuro promissor. College Football 25 foi o segundo jogo mais vendido de 2024 nos Estados Unidos. College Football 26 ficou em sétimo lugar em 2025, enquanto College Football 27 ocupa atualmente a 10ª posição neste ano.
A série é apresentada como sucessora espiritual da franquia NCAA, que teve força na década de 2000 e no início da década de 2010. O intervalo de 14 anos entre o último jogo da NCAA e a estreia de College Football ajudou a impulsionar o interesse dos fãs.








