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Novo Resident Evil aposta no medo e na vulnerabilidade dos games
Foto: Divulgação
Entretenimento

Novo Resident Evil aposta no medo e na vulnerabilidade dos games

Filme de Zach Cregger cria uma história inédita em Raccoon City e recupera a tensão do survival horror.

O novo filme de Resident Evil abandona as histórias já levadas ao cinema e cria uma aventura inédita no universo da Capcom. Dirigido por Zach Cregger, o longa acompanha um entregador de suprimentos médicos que chega a Raccoon City sem saber o que encontrará.

Bryan, interpretado por Austin Abrams, encontra a cidade tomada por um desastre biológico. A partir daí, precisa atravessar uma longa noite, enfrentar criaturas e tentar entender as regras daquele ambiente enquanto busca um caminho para sobreviver.

A estrutura lembra uma missão de videogame: o protagonista precisa alcançar um destino, investigar o que aconteceu, encontrar pessoas ou objetos e escapar de ameaças. A diferença é que Bryan não aparece como um herói preparado para qualquer situação. Ele está perdido, tem recursos limitados e costuma reagir depois que o perigo já está próximo.

Medo em vez de ação

Essa escolha aproxima o filme do survival horror. A tensão nasce da falta de informação e da dúvida sobre o que está atrás da próxima porta. Bryan cruza com pessoas que parecem dispostas a ajudar, crianças pedindo socorro e desconhecidos que podem esconder algo. O protagonista — e o público — precisa decidir em quem confiar.

As criaturas ocupam espaço crescente na história. Elas não funcionam apenas como adversárias para cenas de ação: transformam os ambientes em armadilhas e tornam qualquer deslocamento imprevisível. A exploração em ponto de vista, os recursos escassos e a ameaça escondida são usados como ferramentas de cinema, sem que Cregger abandone sua própria identidade.

O diretor ganhou destaque no terror com Noites Brutais (2022) e consolidou sua reputação com A Hora do Mal (2025), filme que rendeu a Amy Madigan o Oscar de Melhor Atriz Coadjuvante. Agora, sua versão de Resident Evil segue por um caminho diferente das adaptações anteriores.

O longa é mais sombrio e violento, com uso de CGI e gore. No Brasil, recebeu classificação de 18 anos por violência sangrenta. A brutalidade aparece de forma gráfica, mas o principal resultado é a construção de um clima de insegurança. Para o filme, os monstros só funcionam quando o público realmente teme encontrá-los.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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