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Netinho morre aos 60 anos em Salvador após quatro décadas de carreira
Foto: Reprodução
Entretenimento

Netinho morre aos 60 anos em Salvador após quatro décadas de carreira

Cantor baiano enfrentava um linfoma não Hodgkin desde março de 2025 e ficou conhecido por popularizar o axé no Brasil e no exterior.

O cantor Netinho morreu na manhã desta terça, 13, aos 60 anos, no Hospital Aliança Star, em Salvador. Nascido em Santo Antônio de Jesus, no Recôncavo baiano, Ernesto de Souza Andrade Júnior construiu uma carreira de quatro décadas e ficou conhecido por levar o axé para além do Brasil.

O artista enfrentava um linfoma não Hodgkin desde março de 2025. Após um período de remissão em 2026, a doença voltou a se agravar, e Netinho precisou passar por um novo ciclo de quimioterapia. De acordo com um comunicado da equipe, o quadro evoluiu para falência renal e disfunção múltipla de órgãos.

A família informou que o velório e a cremação serão reservados, conforme o desejo do cantor. A nota também divulgou uma declaração de Netinho: “Partirei feliz, realizado, pois a vida me deu muito mais do que eu sonhei”.

Carreira no axé

Netinho se mudou para Salvador aos dez anos. Aos 14, ganhou o primeiro violão da mãe. Dois anos depois, entrou no curso de Engenharia Civil da Universidade Católica do Salvador e passou a conciliar os estudos com apresentações em escolas e bares, onde cantava MPB e bossa nova.

A mudança na carreira ocorreu em 1988, quando assumiu os vocais da Banda Beijo no Carnaval de Salvador. O grupo ganhou projeção nacional com “Beijo na Boca” e lançou outras músicas de sucesso, como “Estrela Primeira”, “Barracos” e “A Vida É Festa”.

Em 1993, Netinho deixou a banda e iniciou a carreira solo. O disco Netinho ao Vivo!, gravado em Aracaju e lançado em 1996, trouxe “Milla”, regravação de uma música da banda Jheremmias Não Bate Córner. A faixa teve versões em mais de oito idiomas e se tornou um dos maiores sucessos do cantor.

Netinho foi o primeiro cantor baiano a lançar um CD ao vivo. Com a visibilidade de “Milla”, fez apresentações na Itália e no Chile. Em 2009, recebeu indicação ao Grammy Latino na categoria de Melhor Álbum de Música de Raízes Brasileiras pelo DVD Netinho e a Caixa Mágica.

Outros projetos e vida pessoal

Como empresário, abriu um estúdio de gravação e mixagem no Rio de Janeiro, que recebeu artistas como Maria Bethânia, Milton Nascimento, Gilberto Gil, Laura Pausini e Lenny Kravitz. Também criou um selo para lançar novos artistas baianos.

Em 2013, sofreu três acidentes vasculares cerebrais que comprometeram sua voz e o afastaram do Carnaval de Salvador por quatro anos. Em 2010, havia declarado publicamente sua bissexualidade. Mais tarde, declarações sobre a comunidade LGBTQ+ e o Carnaval de Salvador motivaram uma denúncia ao Ministério Público.

Nas eleições de 2022, candidatou-se a deputado federal pelo PL. Recebeu 31 mil votos, mas não foi eleito. Netinho foi casado com a jornalista Mariana Trindade entre 1997 e 2003. Os dois tiveram uma filha, Bruna Trindade.

Em setembro de 2026, a equipe informou que o cantor se afastaria do ambiente digital para se concentrar na recuperação. Desde então, não havia outro comunicado público até a confirmação da morte.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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