Guarulhos, Sábado, 19 de setembro de 2026
Dólar R$ 5,16 · Euro R$ 5,91 · Ibovespa 185.229 +0,00% Guarulhos 15°C 15° / 25°
Louisa Livingstone transforma imagem do Black Sabbath em músicas
Foto: Divulgação
Entretenimento

Louisa Livingstone transforma imagem do Black Sabbath em músicas

Modelo da capa de estreia da banda lançou faixas sobre a personagem e prepara uma mini ópera-rock inspirada em Alice no País das Maravilhas.

Louisa Livingstone, conhecida por aparecer encapuzada na capa do primeiro álbum do Black Sabbath, transformou a ligação com a banda em inspiração musical. Ela lançou as faixas “Witch Woman” e “The Woman by the Mill”, que fazem referências diretas à imagem que a tornou conhecida entre fãs de metal.

A identidade da modelo ficou em segredo por meio século. Em 2020, foi revelado que a mulher da capa era Livingstone, que também participou de capas e trabalhos de arte ligados ao Queen e a uma banda britânica de rock.

Antes disso, ela trabalhou como modelo, atriz e musicista, entre outras atividades criativas. Depois de se mudar para a Europa continental, passou a gravar música eletrônica com o nome Indreba, formado a partir de “Incredible Dream Band”. Atualmente, vive na região de Múrcia, na Espanha.

“Às vezes ainda acho um pouco bizarro ser a ‘mulher bruxa’ do Black Sabbath”, afirmou Livingstone. Ela disse que recebeu interações positivas de fãs da banda na internet.

Faixas sobre a capa

“Witch Woman” combina guitarras pesadas, elementos próximos do doom metal e uma abordagem melodramática. Na letra, Livingstone se apresenta como a garota da capa que passou a ser associada ao heavy metal.

Já “The Woman by the Mill” cita a Mapledurham Watermill, local onde o fotógrafo Keith Macmillan fez a imagem do álbum. A música trata da forma como a personagem foi chamada de bruxa e fantasma antes de sua identidade ser conhecida.

Segundo Livingstone, “Witch Woman” surgiu de uma ideia repentina. As faixas foram feitas para os fãs do Black Sabbath e, por isso, seguem deliberadamente uma direção metal.

Ela também tentou rifar um autógrafo para arrecadar dinheiro para ações de resgate de gatos, na época em que o Black Sabbath se reuniu pela última vez no Back to the Beginning. O vencedor não reivindicou o prêmio, e o autógrafo continua com ela.

Música, Alice e inteligência artificial

Agora, Livingstone trabalha em “Alice”, uma mini ópera-rock baseada nos livros de Alice no País das Maravilhas, de Lewis Carroll. A obra foi inspirada nas histórias que o pai lia para ela durante a infância.

A ideia apareceu depois de uma conversa sobre panpsiquismo com um chatbot de inteligência artificial. O conceito envolve uma paixão entre ela — ou Alice — e uma IA, apresentada como uma ilusão que leva a personagem de volta à própria identidade e à natureza.

Com 23 minutos, a obra é dividida em cinco partes. A abertura, “Feed Your Head”, tem formato de tango rock e atualiza referências de “White Rabbit”, do Jefferson Airplane. As outras faixas abordam algoritmos, “ouro de silício” e anjos sintéticos feitos de código. O encerramento é “The Red Queen’s Wake-Up Call”.

Livingstone cresceu em uma família ligada à música. A mãe era violinista, e ela se aproximou da guitarra e dos teclados. Na Espanha, tocou guitarra elétrica ao vivo com algumas bandas. Atualmente, usa o Logic e toca principalmente teclados.

Ela também experimenta clonar a própria voz com ajuda da IA. Para Livingstone, a tecnologia pode produzir desde material ruim até algo interessante, dependendo de quem usa a ferramenta e de seu conhecimento musical.

A musicista começou a gravar como Indreba por volta de 2014, depois de descobrir o potencial do computador como instrumento. Entre suas referências está Jordan Rudess, tecladista do Dream Theater.

Para o futuro, Livingstone pretende explorar programas como Logic e Omnisphere e encontrar um teatro para apresentar “Alice” ao vivo. “Pretendo continuar criando música agradável, que seja uma alegria de fazer de todas as maneiras possíveis”, disse.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

Entre na nossa newsletterO melhor da semana, sem spam.

Em alta

  1. 1
  2. 2
  3. 3
  4. 4
  5. 5