Tony Iommi recusou a proposta de gravar um novo álbum do Black Sabbath com a formação original. O guitarrista explicou que já considerava encerrado o ciclo de discos da banda e tinha dúvidas sobre como seria trabalhar novamente com Bill Ward.
A oferta partiu de Andrew Watt, produtor dos dois últimos álbuns solo de Ozzy Osbourne: Ordinary Man (2020) e Patient Number 9 (2022). Watt conheceu Iommi durante a produção de um dos trabalhos de Osbourne e sugeriu reunir os integrantes originais do Sabbath em estúdio.
“Ele também não sabia como era trabalhar com a formação original do Sabbath, trabalhar com o Bill”, disse Iommi. O músico também afirmou que não gostava da ideia de lançar mais um disco depois de tantos trabalhos. “Além disso, já tínhamos feito 13 álbuns”, declarou.
O último álbum
O disco mais recente do Black Sabbath foi 13, lançado em 2013, com Iommi, Ozzy Osbourne e Geezer Butler. Brad Wilk, baterista do Rage Against the Machine e do Audioslave, participou das gravações no lugar de Bill Ward, afastado por uma disputa contratual.
Ozzy Osbourne já havia falado sobre a possibilidade de um disco final. Em 2015, porém, voltou atrás e disse que a banda decidiu fazer uma turnê de despedida. Na época, ele afirmou que compor e gravar levaria “três ou quatro anos” e que teria “73 ou 72 anos” ao fim do processo.
O reencontro da formação original aconteceu em 2025, durante o show Back to the Beginning, em Birmingham. Black Sabbath e Osbourne fizeram suas últimas apresentações, e os integrantes originais tocaram juntos pela primeira vez desde 2005.
Semanas depois, Osbourne morreu aos 76 anos. Iommi publicou uma homenagem ao cantor e escreveu que ele era seu querido amigo. Geezer Butler, Bill Ward e Iommi também foram citados na mensagem como irmãos do músico.








