A formação original do Black Sabbath chegou a ser considerada para um novo álbum, mas Tony Iommi não aprovou a proposta. A ideia foi apresentada pelo produtor Andrew Watt, que havia trabalhado nos dois últimos discos solo de Ozzy Osbourne: Ordinary Man (2020) e Patient Number 9 (2022).
Watt queria reunir em estúdio Tony Iommi, Ozzy Osbourne, Geezer Butler e Bill Ward. O projeto seria uma continuação de 13, lançado em 2013, mas o guitarrista não viu motivo para repetir logo a experiência.
A resistência de Iommi
Em entrevista à revista Classic Rock, Iommi disse que conheceu Watt durante a produção de um disco de Ozzy. O guitarrista reconheceu o empenho do produtor, mas avaliou que ele não tinha experiência com a formação original do Sabbath, incluindo Bill Ward.
“Ele era muito empenhado e um tanto empolgado demais”, afirmou Iommi.
O músico também explicou que não gostava da ideia de apresentar outro álbum apenas como uma repetição do trabalho anterior: “Já tínhamos feito ’13’, e não gosto da ideia de: ‘Aqui está mais um álbum’”.
Outras tentativas
A possibilidade de um novo disco não foi abandonada imediatamente. Durante o restante da década de 2010, os integrantes discutiram outras ideias, entre elas um álbum com sonoridade voltada ao Blues. Nenhuma proposta avançou.
13 quase contou com os quatro integrantes fundadores. Bill Ward deixou o grupo em 2012, após desentendimentos relacionados ao contrato, e Brad Wilk, baterista do Rage Against the Machine e do Audioslave, participou das gravações.
O último lançamento inédito associado ao Black Sabbath antes do encerramento das atividades foi The End, EP de 2016 com faixas que ficaram fora de 13 e gravações ao vivo registradas em 2013 e 2014. Depois, a banda lançou coletâneas, caixas e outros materiais retrospectivos.
Em 2025, os quatro integrantes fundadores voltaram a se apresentar juntos no show de despedida “Back to the Beginning”. Ozzy Osbourne morreu poucas semanas depois, encerrando a possibilidade de a formação original retornar ao estúdio.








