A Federação Internacional da Indústria Fonográfica (IFPI) lançou a Streaming Integrity Initiative (SII), iniciativa global para combater reproduções artificiais em plataformas de música. O projeto reúne gravadoras, distribuidoras e empresas do setor em um conjunto de práticas obrigatórias para reduzir fraudes e proteger receitas de artistas e compositores.
O anúncio foi feito na segunda-feira, 14. Entre os participantes estão Sony Music Group, Universal Music Group e Warner Music Group, além de Virgin Music Group, ADA, AWAL, CDBaby, The Orchard, FUGA, Revelator, RouteNote e Absolute Label Services. Outros distribuidores, serviços digitais e entidades da indústria também foram convidados a participar.
A fraude em streaming usa bots, contas falsas e outros recursos para simular escutas que não ocorreram. Com isso, são gerados ganhos ilegítimos, enquanto artistas, compositores, gravadoras e editoras deixam de receber valores destinados a eles. Para Victoria Oakley, CEO da IFPI, a prática é “roubo, pura e simplesmente”.
Regras para os distribuidores
A SII prevê cinco compromissos. O primeiro é confirmar a identidade dos clientes e os direitos sobre o conteúdo por meio de procedimentos de KYC, sigla em inglês para “Conheça seu Cliente”. Também será necessário examinar músicas e outros materiais com ferramentas que apontem infrações, comportamentos suspeitos e riscos ligados à inteligência artificial.
Os participantes ainda deverão identificar, investigar e combater fraudes, inclusive quando houver reincidência. A iniciativa prevê o compartilhamento de dados entre as empresas, dentro dos limites legais, para dificultar a migração de fraudadores entre plataformas. Os sistemas de proteção também deverão ser medidos e atualizados de forma contínua.
A IFPI afirma que ferramentas de inteligência artificial facilitaram tanto a produção de músicas sintéticas quanto a automação de reproduções em grande escala. A entidade relaciona a SII à campanha End Streaming Fraud, criada para ampliar a conscientização sobre o problema.
O foco nos distribuidores ocorre porque essas empresas inserem o conteúdo no ecossistema digital. A expectativa da IFPI é que elas consigam bloquear materiais fraudulentos antes da chegada às plataformas de streaming e ampliar a adesão de outros agentes do setor.








