O filme 100 Dias estreia neste sábado (10), na 28ª edição do Festival do Rio, e relembra a travessia de Amyr Klink pelo Atlântico. Em junho de 1984, o navegante partiu sozinho, em um barco a remo, de Lüderitz, na Namíbia, com destino à Praia da Espera, na Bahia.
A jornada durou 100 dias e já havia sido registrada por Amyr no livro Cem Dias Entre Céu e Mar, que entrou para a lista dos mais vendidos no Brasil. O longa acompanha o percurso desde o primeiro dia, passando pelos riscos, desafios e sentimentos vividos durante a viagem.
Memórias e transformação
Enquanto navega, Amyr revisita lembranças e momentos de sua trajetória. A história também mostra mudanças na forma como ele encara a própria juventude e a confiança de que já conhecia tudo.
Medo, solidão e frustração aparecem ao lado de felicidade e alegria. Filipe Bragança interpreta o navegante e conduz essas diferentes etapas da experiência. O ator ficou conhecido por seu trabalho no remake de Chiquititas, exibido entre 2013 e 2015.
A direção é de Carlos Saldanha, que conheceu a história de Amyr na adolescência e dedicou cerca de oito anos ao projeto. Com experiência em animação, o cineasta constrói cenas que vão de uma dança em família durante uma festa de rua ao encontro do personagem com baleias.
O filme parte de uma conquista pessoal para apresentar a trajetória de um brasileiro que decidiu testar os próprios limites. A produção também relaciona a figura de Amyr a nomes como Fernanda Montenegro, Ayrton Senna, Pelé, Maria Bethânia, Chico Buarque, Sônia Braga, Oscar Niemeyer, Gilberto Gil, Wagner Moura, Gal Costa, Walter Salles, Caetano Veloso e Kleber Mendonça Filho.








