RIO DE JANEIRO — Documentários sobre política, música, família e identidade estão entre os destaques do Festival do Rio 2026. A 28ª edição reúne produções de diretores consagrados e novos talentos em sessões espalhadas pela cidade até 11 de outubro.
Um dos filmes da programação é Ney Por Trás das Máscaras, dirigido por Esmir Filho e Thais Guisasola. A produção acompanha Ney Matogrosso durante os preparativos para o desfile da Imperatriz Leopoldinense em sua homenagem. Entre ensaios e encontros, o documentário aborda identidade, liberdade, finitude e as escolhas que marcaram a trajetória do cantor.
Política e relações familiares
Em Dragões, Miguel Antunes Ramos investiga a formação do mito político de Jair Bolsonaro por meio de vídeos no YouTube, lives, selfies e discursos. O documentário acompanha essas imagens desde o começo da trajetória digital de Bolsonaro até o fim de seu mandato e observa como o poder é construído, repetido e reafirmado nas telas.
Já Pai e Pai, de Jake Witzenfeld, acompanha um casal gay muçulmano-judeu que sonha em começar uma família. Durante a gravidez, os dois lidam com a ascensão do extremismo de extrema-direita e com a propaganda de guerra, enquanto discutem o significado de trazer uma criança para um mundo marcado por conflitos.
Música e cinema brasileiro
Dirigido por Marcos Caetano, Renato Terra e Leo Caetano, Alucinação parte das músicas de Belchior para revisitar as cores e os conflitos do Brasil nos anos 70. O filme combina imagens e sons para refletir sobre o fim das utopias e o início das distopias.
Em Elza, Eryk Rocha apresenta a trajetória de Elza Soares por meio de um diário construído pela própria cantora. A produção reúne memórias, desejos e reflexões ligadas à música, em diálogo com filmes brasileiros históricos.
Também está na programação Fernanda, de Pedro Waddington. O documentário acompanha Fernanda Montenegro em trabalhos recentes e retorna ao passado para mostrar a formação da atriz ao longo do tempo, a partir da relação dela com o próprio ofício.







