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John Wilson transforma concreto, Hallmark e Michael Imperioli em documentário
Foto: Reprodução/TMDB
Entretenimento

John Wilson transforma concreto, Hallmark e Michael Imperioli em documentário

Em seu primeiro longa, o cineasta parte de uma rachadura e conecta concreto, ciclos de comportamento, música e cenas do cotidiano.

John Wilson transforma uma rachadura na fundação de seu prédio em Ridgewood, no Queens, em ponto de partida para The History of Concrete, seu primeiro longa-metragem. O documentário estreia nos Estados Unidos em 18 de setembro e ainda não tem data para chegar ao Brasil.

Conhecido pela série How To With John Wilson, lançada em 2020, o cineasta mantém no filme o método de começar por um tema e seguir por caminhos inesperados. A investigação sobre concreto passa por filmes da Hallmark, uma corrida de longa distância, viagens internacionais, música e pessoas encontradas por acaso.

Wilson conta que decidiu estudar o material depois de notar o problema na fundação do imóvel. Em vez de chamar um empreiteiro, buscou livros para entender por que o concreto falha. A partir daí, passou a investigar a ideia de ciclos intermináveis de renovação e a possibilidade de que certos comportamentos sejam impulsos difíceis de abandonar.

Do concreto à música

Entre as paradas do filme está um workshop de roteiro de produções da Hallmark. Para Wilson, essas obras ajudam a refletir sobre padrões repetidos no consumo de entretenimento e sobre o hábito de contar as mesmas histórias de diferentes maneiras.

O longa também acompanha a Self-Transcendence 3,100 Mile Race, corrida anual no Queens criada em 1997. Os participantes percorrem o mesmo quarteirão durante 52 dias.

As viagens incluem Roma, Las Vegas, Los Angeles e Ohio. Em uma delas, Wilson conhece um negócio que preserva tatuagens de pessoas mortas. O filme ainda traz uma conversa breve com Michael Imperioli, de Família Soprano, e uma entrevista com um profissional que remove chicletes das calçadas.

A música entra na história por meio de Jack Macco, encontrado pelo diretor em uma loja de bebidas enquanto distribuía amostras de tequila. Wilson passou um ano e meio acompanhando o músico em apresentações e festivais. A relação serviu como contraponto às inseguranças do cineasta e apresentou uma visão baseada na satisfação de tocar, independentemente do resultado do show.

Wilson afirma que grava todos os dias com uma câmera Sony FS5, sem um sistema avançado de organização. O material é colocado em sequência cronológica e depois revisto em busca de imagens que possam encontrar um lugar em algum projeto.

Para ele, filmar sem saber exatamente o motivo é parte essencial do processo. A prática, diz, não tem começo nem fim: nasce da intuição e da atenção ao que parece interessante no cotidiano.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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