RIO DE JANEIRO — Karim Aïnouz apresentou Rosebush Pruning na première nacional do filme durante a 28ª edição do Festival do Rio. A produção chega ao público no próximo dia 15 e marca o segundo longa internacional do diretor cearense, depois de Motel Destino (2024).
A sessão aconteceu no Cine Odeon, no Centro do Rio de Janeiro. No palco, Aïnouz relembrou que esteve no mesmo local há exatos 24 anos, quando lançou seu primeiro filme, Madame Satã. Na ocasião, citou Ilda Santiago, diretora do festival e colaboradora de seu trabalho.
Uma família cercada por monstros
Definido pelo cineasta como uma parábola absurda, caótica e bem-humorada, Rosebush Pruning acompanha quatro irmãos norte-americanos que vivem isolados em uma mansão com o pai cego. Eles desfrutam de uma fortuna inesgotável e mantêm relações de dependência mútua.
O elenco reúne Callum Turner, Jamie Bell, Elle Fanning, Riley Keough e Lukas Gage. Segundo Aïnouz, a história foi inspirada nos monstros que cercam a vida real. O diretor também relacionou o filme às eleições daquele ano, cujo primeiro turno ocorreu no dia seguinte à estreia.
“Hoje, passado esse tempo, estamos às véspera daquela que talvez seja a eleição mais importante da história desse país”, disse Aïnouz durante a sessão. Ele afirmou que o longa mostra uma família submetida a um pai monstruoso e o processo de libertação desse personagem.
O diretor também recordou que, em 2002, a palavra de ordem era esperança após a eleição de um operário nordestino para a Presidência do Brasil. Ao falar sobre o momento atual, citou a escolha entre esperança e barbárie, além de amor e tortura.
No encerramento, Aïnouz disse esperar que o público se divertisse, risse e se assustasse com o filme. Ele terminou mencionando uma frase popularizada por Kleber Mendonça Filho: cinema é a maior diversão.








