FILADÉLFIA — Ed Sheeran afirmou no sábado (19), durante um show na Filadélfia, que a situação em Gaza é “catastrófica, injustificável e desproporcional”. A declaração ocorreu depois de uma semana de críticas relacionadas ao afastamento do rapper Macklemore da turnê do cantor britânico.
Sheeran também mencionou a devastação e a morte de civis e crianças, além da situação na Cisjordânia. Até então, ele mantinha uma postura apolítica sobre o conflito israelense-palestino.
Macklemore foi retirado da Loop Tour após gritar “Palestina Livre!” em uma apresentação em Nova Jersey, no começo do mês. Sheeran negou ter decidido pelo afastamento e responsabilizou o promotor da turnê. Críticos acusaram o cantor de não ter enfrentado os donos dos estádios, liderados pelo empresário Robert Kraft.
Protestos e show sem abertura
Antes da apresentação, manifestantes pró-Palestina se reuniram perto do estádio Lincoln Financial Field, com bandeiras e palavras de ordem. Policiais acompanharam a manifestação à distância.
O estudante Brandon Ateke, de 18 anos, disse que decidiu não ir ao show e participar do protesto. Alguns fãs afirmaram que hesitaram, mas entraram no estádio. O local ficou quase lotado.
Os ingressos mais baratos passaram de 123 dólares na segunda-feira (R$ 635,7, na cotação do dia) para 48 dólares na tarde de sábado (R$ 247,5). A revenda aumentou durante a semana.
Sheeran, de 35 anos, começou a apresentação sozinho, sem artista de abertura. Depois, chamou cinco músicos que, segundo ele, aprenderam as canções em três dias. Outros artistas deixaram a sequência de shows, incluindo a banda que o acompanhava e Finneas, conhecido pelo trabalho com Billie Eilish.
Perto do fim, o cantor afirmou que aquela tinha sido “a mais difícil da minha vida” e disse ter medo de que jogassem objetos nele. Depois de agradecer ao público, descreveu a apresentação como a melhor noite da vida dele e chorou.
A ofensiva israelense em Gaza, iniciada após o ataque do Hamas em outubro de 2023, deixou a maior parte do território em ruínas e matou mais de 73.800 pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, sob autoridade do Hamas.








