Ed Sheeran voltou aos palcos e falou sobre a situação entre Israel e Palestina durante um show na Filadélfia, na Pensilvânia, nos Estados Unidos, no último sábado (19). A apresentação foi a primeira depois da retirada de Macklemore da etapa estadunidense da turnê.
Sheeran disse que a situação em Gaza é “catastrófica, injustificável e desproporcional”. Também afirmou que o ataque ocorrido em um festival de música em Israel, em 7 de outubro, foi horrível e agravou séculos de sofrimento judaico.
O cantor declarou que tentou evitar o papel de comentarista político ao longo da carreira, mas afirmou que o tema envolve uma questão humanitária. Ele também disse estar preocupado com a possibilidade de casas de shows exigirem aprovação prévia do conteúdo das apresentações.
Sheeran afirmou que seus shows devem ser espaços seguros para todos e justificou a continuidade da turnê. Segundo ele, está conversando com pessoas de diferentes perspectivas para descobrir como contribuir com as vítimas do conflito, além de ouvir e aprender sobre o tema.
Polêmica com Macklemore
Na última segunda-feira (14), Macklemore foi retirado da etapa estadunidense da turnê. Proprietários dos estádios onde os artistas se apresentariam estariam insatisfeitos com manifestações a favor da Palestina feitas pelo rapper em um show em Nova Jersey.
Ed Sheeran negou ter tomado a decisão e atribuiu a responsabilidade ao promotor da turnê. Mesmo assim, críticos disseram que o cantor foi conivente com o caso por não se manifestar contra a retirada.
Antes da apresentação na Filadélfia, um grupo se reuniu em frente ao Lincoln Financial Field para protestar a favor da Palestina. A manifestação foi pacífica e acompanhada de perto pela polícia.
Durante o discurso, Sheeran também afirmou: “Meus shows sempre foram um espaço seguro para todos”. Ele encerrou a fala dizendo que pessoas com opiniões opostas podem estar lado a lado e cantar juntas.







