A turnê Loop, de Ed Sheeran, perdeu atrações de abertura depois que Macklemore foi impedido de se apresentar em um dos locais ligados a Robert Kraft, dono do New England Patriots. O rapper havia declarado “Palestina Livre” no palco e mostrado imagens da destruição em Gaza.
Macklemore afirmou que Sheeran lhe contou sobre um ultimato atribuído a Kraft e a outros proprietários de estádios. Pela versão do rapper, Sheeran não poderia tocar nesses locais caso Macklemore continuasse na programação.
Kraft confirmou que barrou o artista do Gillette Stadium, em Foxborough, Massachusetts. Em comunicado, disse que havia “muito sofrimento” na guerra em Gaza e defendeu a possibilidade de apoiar o povo palestino enquanto se rejeitam o Hamas, o antissemitismo e o ódio. Ele também afirmou que aceitaria conversar com Macklemore sobre os fatos e que o objetivo seria buscar paz, encerrar o sofrimento e combater o ódio.
Atrações deixam a turnê
Na terça-feira, Finneas, Lukas Graham e Aaron Rowe anunciaram a saída da turnê em protesto contra o banimento. Ao deixar a programação, os artistas declararam “Palestina Livre”. A banda irlandesa Beoga, que tocava algumas músicas com Sheeran, também se retirou.
A situação colocou o cantor sob críticas online por não abandonar a turnê, não apoiar Macklemore ou não responder às exigências dos proprietários dos locais.
O episódio reacendeu o debate sobre os limites para manifestações de artistas. Macklemore passou a receber mais atenção por sua posição sobre o conflito, enquanto as decisões dos donos das arenas provocaram novas reações dentro da programação.
A NFL também é citada no debate por ter banido Colin Kaepernick depois que ele se ajoelhou para reconhecer que Vidas Negras Importam. Um estudo mencionado no debate aponta que 25% dos jogadores da liga desenvolvem CTE. A turnê de Sheeran está programada para ter dois shows no Gillette Stadium ainda neste mês.








