Ed Sheeran falou pela primeira vez sobre a polêmica envolvendo sua turnê após o afastamento do rapper Macklemore, que havia se manifestado a favor da Palestina. Na apresentação, o cantor britânico agradeceu aos músicos que continuaram ao seu lado, mesmo diante das críticas à sua postura sobre o conflito.
Sheeran citou artistas que deixaram a turnê em apoio a Macklemore, entre eles a banda irlandesa Beoga, que o acompanhava em algumas músicas. Ele também disse ter ficado preocupado com a possibilidade de ninguém aceitar trabalhar com ele. “Eles aceitaram [tocar comigo] sabendo que o mundo poderia odiá-los por estarem no palco comigo”, afirmou.
Declaração sobre o conflito
Durante o show, Sheeran afirmou que cometeu erros e pediu desculpas aos fãs. O cantor disse que nunca quis ser um músico ativista, mas reconheceu que acabou envolvido em um debate sobre liberdade de expressão e política.
Ele explicou que tenta manter seus shows como espaços de união e que decidiu continuar a turnê para cumprir o compromisso com o público. Também criticou a exigência de aprovação prévia do conteúdo de apresentações por casas de shows.
Sheeran afirmou que o ataque ocorrido em Israel, em um festival de música, em 7 de outubro, foi horrível e agravou séculos de sofrimento judaico. Sobre Gaza, declarou que a situação é “catastrófica, injustificável e desproporcional”.
O cantor também mencionou a devastação, a morte de civis e crianças e a injustiça sistêmica na Cisjordânia. Segundo ele, já conversa com pessoas de perspectivas diferentes para encontrar uma forma de ajudar as vítimas e ampliar seu conhecimento sobre o tema.
Ao final, Sheeran agradeceu aos fãs que foram ao show após a repercussão da polêmica. Ele disse que suas apresentações devem continuar recebendo pessoas com opiniões opostas e que o público pode cantar junto mesmo sem concordar em tudo.








