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Vice dos EUA diz que não verá possível transmissão de execução militar
Brasil

Vice dos EUA diz que não verá possível transmissão de execução militar

JD Vance questionou a transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan, marcada para 3 de dezembro no Texas.

A possível transmissão ao vivo da execução de Nidal Hasan foi questionada pelo vice-presidente dos Estados Unidos, JD Vance. Ele afirmou que não pretende assistir caso o Pentágono leve o plano adiante: “Se for transmitido ao vivo, não assistirei”.

Hasan, de 56 anos, foi condenado pela morte de 13 pessoas, incluindo 12 soldados, durante um ataque à base de Fort Hood, no Texas, em 2009. Psiquiatra militar muçulmano de origem palestina, ele ficou ferido na coluna vertebral e usa cadeira de rodas.

A execução está prevista para 3 de dezembro, em público, no Texas. O presidente Donald Trump confirmou a realização na segunda-feira. O secretário de Defesa, Pete Hegseth, disse que Hasan será morto por um pelotão de fuzilamento formado por soldados.

Críticas ao plano

Um funcionário do Pentágono confirmou que a execução será transmitida ao vivo, mas não informou qual canal ou plataforma faria a transmissão. Hegseth também não detalhou esse ponto.

O alto comissário da ONU para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificou a transmissão como uma forma de tortura. A Anistia Internacional afirmou que a iniciativa desrespeita a dignidade humana e pode ampliar a crueldade da pena de morte.

O arcebispo católico Paul Coakley, presidente da conferência episcopal dos Estados Unidos, condenou a medida como uma promoção de uma cultura da morte.

A reação também veio do Congresso. O senador republicano John Curtis e o deputado republicano Austin Scott criticaram a ideia. Scott disse que transmissões de execuções são associadas a jihadistas. Entre os democratas, Jack Reed chamou a decisão de vergonhosa, e Chris Murphy classificou execuções públicas como medievais.

A execução de Hasan será a primeira realizada pelas Forças Armadas desde 1961 e a primeira por pelotão de fuzilamento desde a Segunda Guerra Mundial. A última execução militar no país ocorreu em 1961, quando John Bennett foi enforcado por estupro e tentativa de homicídio.

O Centro de Informação sobre a Pena de Morte afirma que 135 soldados foram executados pelo Exército dos Estados Unidos desde 1916.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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