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Monitoramento aponta 1.689 novos sites ilegais de apostas após MP
Brasil

Monitoramento aponta 1.689 novos sites ilegais de apostas após MP

Lista reúne 17.651 endereços clandestinos; empresas dizem que marcas autorizadas foram copiadas por plataformas irregulares.

Um levantamento identificou 1.689 novos sites ilegais de apostas no dia seguinte à assinatura da Medida Provisória que proibiu o funcionamento das bets no Brasil. Com os novos endereços, a lista de plataformas que não deveriam estar ativas chegou a 17.651 sites.

O monitoramento é mantido por empresas que eram legalizadas para acompanhar casas clandestinas. Na sexta-feira, 25, o governo informou ter derrubado 70 mil sites.

Entre 28 de agosto e 23 de setembro, o maior registro diário havia sido de 540 novos endereços, em 21. O número subiu para 2.317 na quinta-feira, 24, véspera do anúncio da medida.

Marcas copiadas e falta de controle

Entre os sites identificados estão páginas que usam marcas autorizadas pelo Ministério da Fazenda, como H2bet, Vaidebet e Novibet. As plataformas legais utilizam o domínio com final .bet br; os endereços clandestinos aparecem com terminações como .games, .site e .top.

O site falso da H2bet exibe um selo de autorização do Ministério da Fazenda e afirma ser operado pela Ana Gaming Brasil S/A. A empresa é dona de outras marcas, entre elas a 7K Bet.

O diretor jurídico da Vaidebet, Daniel Sitônio, afirmou que o uso do nome da empresa fora do domínio autorizado é “puro oportunismo por parte de operadores irregulares”. A H2bet não se manifestou, e não foi localizado um representante da Novibet.

De acordo com o relatório de monitoramento, cerca de 4 mil novos sites foram detectados entre quinta e sábado. Uma única marca de aposta ilegal aparece em 238 links diferentes.

As plataformas clandestinas funcionam sem controles básicos de acesso e proteção ao consumidor, além de não recolherem tributos. Os cadastros podem ser feitos sem confirmação da idade dos jogadores.

Divulgação nas redes sociais

Influenciadores com milhares de seguidores continuam compartilhando links para casas ilegais. Uma influenciadora com mais de 200 mil seguidores publicou uma mensagem ironizando a decisão do governo e disse que continuaria trabalhando com casas chinesas.

Para Plínio Lemos Jorge, presidente da Associação Nacional de Jogos e Loterias, o avanço das plataformas ilegais era esperado. Ele afirmou que a medida atingiu empresas legalizadas que recolhiam impostos, eram fiscalizadas e tinham de adotar mecanismos de proteção para públicos vulneráveis, como crianças e adolescentes.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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