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Protesto na Bolívia cobra recuo em alta do diesel
Brasil

Protesto na Bolívia cobra recuo em alta do diesel

Manifestantes ligados a Evo Morales pediram ao presidente Rodrigo Paz a revogação do decreto que elevou o preço do combustível.

Centenas de cultivadores de coca e apoiadores de Evo Morales protestaram nesta sexta-feira (4) contra o decreto do governo que aumentou o preço do diesel para consumidores que compram grandes quantidades, incluindo produtores agrícolas.

Os manifestantes levaram bandeiras indígenas e cartazes com pedidos para que o presidente Rodrigo Paz cancele a medida. O valor do litro do combustível passou de US$ 0,8 para US$ 1,5 no mês passado.

A polícia não entrou em confronto com o grupo. Ainda está em vigor o estado de exceção decretado por Paz após protestos que paralisaram o país entre maio e junho.

Regras para pequenos agricultores

O governo afirmou nesta semana que pequenos agricultores cadastrados em um registro agrário estatal poderão comprar até 2.500 litros por mês pelo preço anterior. Mesmo assim, agricultores em greve continuam exigindo a revogação do decreto.

Filas longas nos postos de gasolina se tornaram frequentes na Bolívia por causa da falta de combustível. O governo diz que o reajuste busca reduzir o contrabando para outros países, apontado como uma das causas do desabastecimento.

A agricultora Elena Aine, 40, criticou a situação: "Não há estabilidade econômica, política ou social na Bolívia".

O país enfrenta sua pior crise econômica em quatro décadas, em meio à falta de divisas. O governo encerrou em dezembro uma política de subsídios aos combustíveis.

Morales governou a Bolívia entre 2006 e 2019 e não tem representantes no Parlamento. Ele afirmou à Red América: "Esse governo não tem muito futuro, muito menos Rodrigo Paz como político".

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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