VIACHA — Duas explosões atingiram na sexta-feira (4) o Regimento Bolívar, instalação militar da Bolívia onde era armazenado material pirotécnico. O Ministério da Defesa confirmou duas mortes e 81 feridos, sendo duas pessoas em estado grave.
As detonações ocorreram por volta das 14h30 locais, ou 15h30 no horário de Brasília, em Viacha, 30 quilômetros ao sudoeste de La Paz. A primeira explosão teria envolvido pólvora negra. A segunda, de magnitude muito maior, ainda tem causa e material não identificados, informou o ministro da Defesa, Ernesto Justiniano.
O Ministério da Defesa esclareceu que nenhum tipo de armamento bélico foi detonado. A instituição também informou que o Ministério Público abriu uma investigação penal por homicídio culposo, lesões culposas e outros estragos.
Buscas por militares
Quatorze militares que estavam no setor atingido não foram localizados. O grupo é formado por um sargento, funcionário das Forças Armadas, e 13 recrutas de 18 e 19 anos que cumprem um ano de serviço militar obrigatório.
O coronel Antonio Amaru, comandante do Regimento Bolívar, afirmou que os trabalhos de busca, resgate e remoção de escombros continuam. Os mortos e desaparecidos são militares que servem na instalação.
Moradores foram levados para um abrigo temporário. Justiniano disse que ainda não era prudente o retorno às casas, porque moradias foram afetadas pela onda de choque. O fornecimento de energia elétrica também foi interrompido na área.
Casas tiveram janelas destruídas, e escombros foram lançados pelo ar. Uma coluna de fumaça preta subiu no meio da cidade. Bombeiros usaram caminhões-pipa para reduzir os focos de calor.
O coronel Roger Roca, porta-voz da polícia, afirmou que o incidente estava sob controle. O presidente Rodrigo Paz manifestou solidariedade às famílias e determinou uma investigação técnica e transparente para esclarecer as causas, verificar os protocolos de segurança e definir responsabilidades.









