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Declarações mostram que secretários de Tarcísio dobraram patrimônio
Foto: Fábio Vieira/Metrópoles
Brasil

Quatro secretários de Tarcísio aparecem com patrimônio mais que dobrado

Declarações publicadas pelo governo paulista mostram altas nominais de até 592%, mas secretários contestam erros e critérios de comparação.

Declarações de bens publicadas pelo governo de São Paulo mostram que quatro dos 25 secretários estaduais tiveram aumento patrimonial superior a 100% entre os dados divulgados em 2023 e 2025. A publicação mais recente ocorreu nesta sexta-feira (22/8) e se refere ao exercício de 2024, com ano-base de 2023.

O maior aumento nominal foi atribuído a Marcos da Costa, secretário da Pessoa com Deficiência. O patrimônio informado passou de R$ 956 mil para R$ 6,6 milhões, uma alta de 592% sem correção pela inflação.

Na sequência aparecem Laís Vita, secretária de Comunicação, com crescimento de 333%, de R$ 67 mil para R$ 291 mil; Marcelo Branco, secretário da Habitação, com alta de 134%, de R$ 5,26 milhões para R$ 12,3 milhões; e Guilherme Derrite, secretário da Segurança Pública, com aumento de 107%, de R$ 749 mil para R$ 1,55 milhão.

Secretários contestam os dados

As assessorias e secretarias envolvidas afirmam que há erros nas declarações ou na forma de comparação. A Secretaria da Segurança Pública informou que o patrimônio inicial de Derrite foi publicado com valor incorreto. Segundo a pasta, o montante correto era de R$ 921,9 mil, e a correção foi solicitada à Controladoria Geral do Estado.

Com a retificação, a secretaria calcula uma variação de R$ 631,2 mil no período. A pasta também informou que a renda anual bruta do secretário foi de R$ 908,4 mil, equivalente a cerca de R$ 69,8 mil mensais, e que os valores foram declarados à Receita Federal e à Controladoria Geral do Estado.

A assessoria de Marcelo Branco negou evolução patrimonial e afirmou que os bens passaram de R$ 8,97 milhões em 2022 para R$ 8,74 milhões em 2023. Retificações teriam sido solicitadas, mas ainda não haviam sido publicadas no Diário Oficial.

A equipe de Marcos da Costa também negou aumento desde a posse, em 2023. A justificativa é que os dados usados seriam de período anterior ao início dele na secretaria e que teria ocorrido redução patrimonial durante a gestão.

A Secretaria de Comunicação afirmou que a comparação considera dados desde 2021, antes do início do governo Tarcísio de Freitas, e pode ignorar fatores como quitação de financiamentos, dissolução de sociedades e compra e venda de imóveis. A pasta disse ainda que todos os bens estão informados à Receita Federal e à Controladoria-Geral do Estado.

A divulgação anual dos bens das autoridades é exigida por lei. Os patrimônios de Tarcísio e do vice-governador Felício Ramuth ainda não foram publicados. O governo informou que divulgará apenas a declaração de entrada deles na gestão, em 2023.

Texto produzido pela Redação Olhar Agora com apoio de inteligência artificial a partir de fontes públicas, com revisão editorial. Erros? Fale conosco.

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