VARSÓVIA — Os serviços de inteligência da Dinamarca avaliam como pouco provável, mas possível, um ataque da Rússia contra a Otan. O principal chefe militar da aliança, Alexus Grynkewich, afirmou nesta segunda-feira (12) que não há um conflito iminente.
Durante um fórum sobre defesa em Varsóvia, Grynkewich apresentou sua estratégia para um eventual confronto. A primeira etapa seria bloquear o ataque inicial. Se a ofensiva continuasse, a aliança conteria o avanço russo e, caso fosse necessário, derrotaria o inimigo e seu aparato de guerra mobilizado contra os países-membros.
“Se alguém for insensato o suficiente para nos atacar, nós lutaremos”, declarou o comandante da Otan. Ele também afirmou que a aliança fará todo o possível para que uma agressão contra qualquer Estado-membro não alcance seus objetivos.
O chefe militar disse que a Otan não pretende provocar uma escalada, em aparente referência ao uso de armas nucleares. Na avaliação dele, em caso de ataque, a responsabilidade por ampliar o conflito caberia totalmente ao agressor.
Pressão sobre a segurança europeia
Grynkewich reforçou que a Otan é uma aliança defensiva e não tem vocação para atacar. Ao mesmo tempo, alertou que essa característica não deve ser interpretada como fraqueza ou falta de determinação.
As declarações ocorrem enquanto os ataques russos aumentam e os Estados Unidos revisam sua presença militar na Europa. A revisão pode levar à redução do efetivo americano, e a decisão deve ser anunciada no final do ano.
Os países europeus também ampliam seus exércitos diante da incerteza sobre o apoio militar do governo do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, à Europa.









