A entrada de grandes volumes de suprimentos médicos e de outros itens em Gaza aguarda autorização por uma média de 74 dias, segundo a análise mais recente da Organização Mundial da Saúde (OMS). Para a entidade, o sistema israelense de aprovação virou um gargalo para a chegada de ajuda ao território.
Reinhilde Van de Weerdt, representante da OMS nos territórios palestinos, afirmou que as regras mudam com frequência e que novos requisitos são incluídos no processo. Quando a autorização não é concedida, é preciso refazer todas as etapas, disse ela.
“Não se trata de um único bloqueio. É um sistema, repleto de atraso após atraso”, declarou Van de Weerdt.
Situação dos hospitais
A representante afirmou que nenhum hospital da Faixa de Gaza funciona plenamente. Também disse que a situação sanitária “continua absolutamente desesperadora” e que o volume de ajuda que chega ao território não permite ampliar de forma significativa nem restaurar os serviços de saúde.
Van de Weerdt pediu a abertura de mais passagens para Gaza e a divulgação de regras claras sobre os procedimentos e as exigências para a entrada dos recursos.
Israel afirma que impede a entrada de artigos que também poderiam ter uso militar e acusa o Hamas de planejar novos ataques.
A guerra começou após o ataque do Hamas contra Israel em 7 de outubro de 2023. O ataque matou 1.221 pessoas, conforme números oficiais israelenses. A ofensiva israelense em resposta matou mais de 74 mil pessoas, segundo o Ministério da Saúde de Gaza, controlado pelo Hamas. As Nações Unidas consideram confiáveis os números divulgados pelo ministério.









